03 de outubro, de 2014 | 13:34
Uso da água exige cautela
Reservatório na região opera com 15% da capacidade, informa o Igam
DA REDAÇÃO O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) orienta moderação no uso da água. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informa que o nível do reservatório da Usina Hidrelétrica de Porto Estrela, abastecida pelo rio Santo Antônio, entre os municípios de Joanésia e Açucena, está com apenas 15% da capacidade de armazenamento. Nas estações de medição da bacia do rio Doce, do qual o Santo Antônio faz parte, as réguas também registram um cenário crítico, bastante parecido com o da crise hídrica que assola várias regiões do país.
Os dados de quarta-feira (1º), indicam que, no ponto de medição da bacia do rio Doce, no município de Belo Oriente, o nível atual é de 30 centímetros, quando o normal é 117; em Nova Era, a régua marca 46 centímetros, mas deveria ser 83; em Córrego Novo, 133 centímetros distante do ideal, que seria na altura dos 231 centímetros. Em outros pontos de medição ao longo dos rios e lagos que formam a bacia do Rio Doce, a situação é semelhante. Na Região Metropolitana do Vale do Aço, o rio Piracicaba, porém, está com o leito normalizado no local onde está fica a régua em Coronel Fabriciano: 39 centímetros.
Diretora de pesquisa, desenvolvimento, e monitoramento das águas do Igam, Ana Carolina Miranda pontua que, desde 2007, o órgão realiza uma mobilização para cadastrar todos os usuários que captam o recurso hídrico no estado. O intuito é ter onde atuar em cenários de escassez como o vivido atualmente. Diante da situação grave, em todo o país medidas como a redução temporária de vazão são impostas para gerir o recurso hídrico, assim como a suspensão de outorgas.
De um contingente de 550 mil propriedades rurais e 50 mil indústrias no estado, 360 mil usuários já estão regularizados. Só no Leste mineiro, 48.500 captadores foram cadastrados, em torno de 13% da lista estadual. Os números abrangem duas situações: quem paga ou não pela captação de água. Isso porque, dependendo do uso, o responsável pode ser incluído no Cadastro de Uso Insignificante.
Já publicado pelo Diário do Aço:
Copasa descarta racionamento de água - 30/09/2014
O Velho Chico sofre com a seca - 27/09/2014
Primavera deve amenizar estiagem - 23/09/2014
Rios castigados pela estiagem - 03/09/2014
Captações
Na porção Norte de Minas Gerais, são consideradas como usos insignificantes as captações de águas superficiais com vazão máxima de 0,5 litro por segundo e acumulações em volume máximo de 3.000 m³. Já na porção Centro-Sul, que abrange a região, se encaixam nessa classificação as captações menores ou iguais a 1 litro por segundo e acumulações de volume máximo igual a 5.000 m³. A divisão ocorre em função da disponibilidade hídrica de cada território. Um total de 71% são de captações subterrâneas, como poços e cisternas usos tidos como insignificantes”, diz Ana Carolina.
Quem se enquadra nas classificações deve procurar o núcleo de regularização ambiental mais próximo. A consulta pode ser feita no www.semad.mg.gov.br. O uso irregular da água é passível de multa e outras sanções. Fizemos uma campanha educativa para chegar a um real cenário da utilização dos recursos hídricos para compor políticas voltadas ao assunto, fundamentais em períodos como os atuais”, observa a diretora de monitoramento das águas do Igam.
Intervalos de chuva já começaram na região e a previsão é que chova o necessário para amenizar a estiagem nas próximas semanas. A situação na região é melhor, inclusive, que a enfrentada na seca da bacia do São Francisco, mas cabe cautela à população. A água é um bem de todos, mas é finito”, lembra Ana Carolina.
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