05 de outubro, de 2014 | 00:00

Secretaria intensifica ações contra Leishmaniose Visceral

Em Ipatinga, neste ano já foram confirmados 29 casos humanos com dois óbitos


DA REDAÇÃO - A Secretaria de Saúde de Ipatinga ampliou, em todas as regionais do município, as ações de prevenção e combate ao inseto flebomíneo, também conhecido como mosquito-palha, agente transmissor da Leishmaniose Visceral. Neste ano, já foram confirmados 29 casos humanos, com dois óbitos e dois pacientes que contraíram a doença novamente (recidivos). Em 2013, foram 12 notificações, sendo um óbito. Os bairros Bom Jardim (cinco), Iguaçu (quatro) e Planalto/Veneza (sete casos somados, com um óbito) lideram a estatística no município.

Continuando a conter o avanço da doença, desde o início desse ano, a Secretaria Municipal de Saúde já realizou 75 ações de bloqueio químico ao mosquito transmissor. Nesta semana, os agentes de combate a endemias da PMI estão reforçando a medida nas áreas com maior incidência da doença em humanos. Durante a ação, o inseticida é aplicado em domicílios com casos confirmados e em áreas vizinhas, num raio de até 150 metros, e também os cães da redondeza são submetidos ao teste rápido para a Leishmaniose Visceral.

Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Telma Semirames reforça que a adesão da comunidade é fundamental para eliminar os focos do mosquito-palha e impedir o crescimento de casos em Ipatinga. “O inseto transmissor se reproduz bem próximo ao solo, em terra úmida, locais sombreados e com matéria orgânica (com restos de folhagens, alimentos, ração, fezes de animal, dentre outros). Portanto, a limpeza diária de quintais e ambientes dos animais é imprescindível para afastar o perigo”, esclarece a profissional.

Em Ipatinga, os agentes de combate a endemias também realizam visitas domiciliares periódicas, com objetivo de verificar a existência de focos, instalar “armadilhas” para os mosquitos e orientar a comunidade sobre a doença e formas de prevenção. “Contamos com o apoio da população para receber os nossos agentes e permitir a realização de todo o trabalho. Eles são treinados e sempre estão devidamente uniformizados e identificados”, frisa Telma Semirames.

Diferente da dengue
Ao contrário do que muitos imaginam, medidas complementares no controle do mosquito da dengue em casos de epidemia, como o “fumacê”, não surtem efeito para o vetor da Leishmaniose Visceral. Por ser minúsculo (1 a 3 mm) e esconder-se facilmente, o controle químico do mosquito-palha é realizado apenas nas áreas com casos confirmados da doença humanos. 

O inseto da leishmaniose ‘vive escondido’ e tem o voo curto. Por isso, a aplicação do produto químico é feita dentro e fora das residências, em paredes, teto e chão. Também é preciso afastar móveis, borrifar embaixo de camas, atrás de armários para eliminar todo foco do vetor da leishmaniose e evitar que mais uma pessoa ou animal daquela residência ou vizinhança seja infectada. No ‘fumacê’ contra a dengue, o produto atinge o mosquito da dengue e não o da leishmaniose.

 


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