05 de outubro, de 2014 | 15:02
Registro de 54 prisões em Ipatinga
Crime de boca de urna é a ocorrência mais frequente no dia da eleição no município
Atualizada às 17h50 - 05/10/14
IPATINGA - Chega a 54 pessoas o número de presos por diversas infrações à Lei Eleitoral. Todas as pessoas detidas em Ipatinga, Santana do Paraíso, Ipaba e Açucena pela Polícia Militar foram conduzidas para um espaço reservado no Estádio Ipatingão. De acordo com balanço da Polícia Militar divulgado no fim desta tarde, em Ipatinga 45 pessoas foram conduzidas, sendo duas menores de 18 anos, e 16 veículos foram apreendidos. Em Santana do Paraíso, foram conduzidas cinco pessoas e dois carros apreendidos. Um vereador do município e candidato foi detido no bairro Águas Claras, por boca de urna. Em Ipaba três pessoas foram presas e em Açucena houve apenas uma prisão.
As ocorrências foram encaminhadas para uma Delegacia da Polícia Civil, montada no estádio, onde as pessoas foram ouvidas e foi elaborado um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO). Um grande efetivo da Polícia Militar trabalha nas ruas neste domingo, 5.
Além das pessoas presas, partidos políticos e coligações vão enfrentar outro problema por causa da grande quantidade de cavaletes e cartazes com propaganda eleitoral deixados para trás. Muito material foi recolhido e acumulado no estacionamento do Ipatingão. A Justiça Eleitoral decidirá, posteriormente, o que fazer com o material relativo à propaganda eleitoral irregular.
Também foi preso, na tarde deste domingo, um comerciante flagrado na venda de bebida alcoólica. Também há situações curiosas como o de duas pessoas que, ao chegarem à seção para votar, descobriram que alguém já havia votado no lugar delas. Esses casos também são alvo de ocorrência policial e estão em apuração.
Conforme o promotor de Justiça Eleitoral, Bruno Eschiavo, nos casos mais simples as pessoas são ouvidas e liberadas. Nos registros mais graves, como os flagrantes por boca de urna, elas são qualificadas, autuadas e submetidas a inquérito policial. Na sequência, o caso pode resultar em um indiciamento e as pessoas processadas criminalmente.
Ao chegar ao Ipatingão, os conduzidos são apresentados à Delegada de Polícia Civil, Livia Ataíde. "Nossa função aqui é analisar a situação em cada caso e adotar as providências cabíveis. Na maioria dos casos que recebemos aqui, o crime é o de boca de urna. As pessoas precisam entender que isso não fica impune e elas vão responder criminalmente por isso", explicou.
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