12 de outubro, de 2014 | 00:00

Ipatinga registra aniversário de mais uma centenária

Família acredita que idosa tenha idade superior devido a atraso no seu registro civil


IPATINGA - A expectativa de vida do brasileiro aumenta com o passar dos anos e a população idosa cresce consideravelmente. Mas chegar aos 100 anos de idade ainda é um feito que merece destaque e, claro, muita festa. Muito conhecida no bairro Vale do Sol como “dona Nativa”, a aposentada Natividade Gonçalves de Oliveira completa 100 anos de idade neste domingo (12).

A família da centenária revela que a idade de dona Nativa provavelmente é mais avançada do que a que consta em sua certidão. Antigamente, era comum fazer o registro civil anos depois do nascimento. No caso de dona Nativa, o documento só veio quando ela se casou no civil.  A filha mais nova, Salíria Maria da Silva, 55 anos, conta que a mãe foi registrada quando ela tinha oito anos de idade.

Ela acredita que a idade da mãe tem muito mais que 100 anos de idade. “Acho que ela tem mais anos de vida. Primeiro, pela idade dos filhos, sou a mais nova e tenho 55 anos. Depois, quando ela foi registrada, eu estava com oito anos. Ela era casada com meu pai na igreja, mas teve que casar no civil e fez o registro. Onde ela nasceu não existe cartório que dá garantia da idade dela”, relatou Salíria Maria. 

Dona Nativa teve 16 filhos, sendo que quatro estão vivas, 36 netos, 39 bisnetos e três tataranetos. Nascida em São José do Goiabal, ela veio para Ipatinga em 1973, e criou os filhos com dificuldade, lavando roupa de muitas pessoas, entre elas a do ex-prefeito Jamill Selim de Salles. A família conta que foi o então prefeito que providenciou a aposentadoria de Natividade.

Salíria Maria da Silva lembra que a mãe batalhava para ajudar no sustento da casa. “Ela lavava e eu passava as roupas. Para economizar, íamos para o trabalho a pé”, comentou a filha. Em 1994, dona Nativa ficou viúva e não se casou mais. Ela mora no bairro Vale do Sol há muitos anos e é muito querida pelos moradores. “O pessoal do bairro conhece ela e tem muito carinho por minha mãe. Isso nos dá muito orgulho”, pontua Salíria Maria.

Cuidados
Depois de ficar mais debilitada, dona Nativa passou a morar com a filha Ieda Gonçalves, na rua Pintassilgo. Ieda afirma que, diante da possibilidade de uma irmã levá-la para o asilo, ela preferiu assumir os cuidados com a mãe. “Não aceitei a ideia porque ela tem filhas. Ela cuidou de nós e hoje nossa obrigação é cuidar dela até o fim. Estou muito satisfeita e feliz de ter força para cuidar bem dela”, falou Ieda Gonçalves.

Mesmo com deficiência em uma das pernas, Ieda Gonçalves faz comida, dá banho e leva a mãe ao médico. Problemas crônicos de saúde, dona Natividade não tem. Ela revela que dona Nativa come todos os dias angu, carne e verdura. “Ela não aceita comer sem carne nem um dia. Arroz e feijão, ela não come de jeito nenhum”, disse. Com boa saúde, dona Nativa fala de como é chegar aos cem anos de vida. “Eu estou muito feliz em reunir a família para celebrar esse dia. A receita é comer bem e só”, resumiu a centenária. 

 

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