14 de outubro, de 2014 | 00:00

Região tem novas ocorrências de queimadas

Defesa Civil e Corpo de Bombeiros alertam para risco de incêndio


IPATINGA – Novas ocorrências de queimada foram registradas no Vale do Aço. Nos últimos quatro dias, mais de 50 focos ocorreram em pontos diferentes de Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso e Ipatinga. Em alguns registros, a razão do fogo é o descarte da guimba de cigarro acesa nas estradas. Para evitar danos ao meio ambiente e prejuízos à população, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros alertam sobre os cuidado necessários nessa época do ano.

O coordenador da Defesa Civil do Coronel Fabriciano, Irnac Valadares, destaca que, entre os casos registrados na região, nenhum trouxe grandes prejuízos. “Houve um foco de incêndio na área de eucalipto da Cenibra, no Cocais, no último dia 9, mas nada de grave. Fora isso, tivemos pequenos focos nos últimos dias. Alguns deles provocados por cigarros jogados na estrada, o que, combinado à seca da vegetação, causa incêndio”, disse.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Coronel Fabriciano, tenente Tiago Barbosa Ferraz, destaca que os focos de incêndio geralmente ocorrem em bairro ao redor da mata, como no Macuco e Alegre em Timóteo, e São Domingos, Sylvio Pereira I e Cocais, em Fabriciano. Em Ipatinga, áreas próximas à Usipa também pegaram fogo. “Nossa orientação é que as pessoas não joguem lixo da janela do carro, guimba de cigarro e que as pessoas que fazem trilha evitem deixar lixo no local e não façam fogueira. No entanto, se for necessário, que se certifiquem de que o fogo foi apagado completamente”, pontuou.

Denúncias de incêndio podem ser feitas por meio do número 181 ou 190. “As pessoas que moram próximo à mata podem contribuir no monitoramento. Assim, caso ocorram focos de incêndio, essa informação ajuda a evitar que o fogo alastre”, acrescentou o tenente Ferraz.

Seca
Irnac Valadares salienta que, durante o período de seca, qualquer intervenção necessária e que diga respeito à queimada deve ter primeiro consulta a um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola. “Daqui a pouco chega o período de chuva e essa depredação dos morros e encostas se torna um risco caso a vegetação que protege esses locais sofra modificação. Precisamos ficar muito atentos, porque o fogo se alastra rapidamente. Além disso, nas áreas de mata temos animais que sofrem com o fogo. Já encontramos muitos deles mortos, o que é um desrespeito e um crime”, alerta. 

O coordenador chama atenção para o fato de que as áreas em que costumam ocorrer pontos de incêndio são também locais de nascentes. “Na seca que estamos vivendo, com os rios Piracicaba, Doce e o ribeirão Ipanema abaixo do normal, a perda de vegetação é mais um prejuízo. É preciso que a população fique atenta e consciente do risco que todos corremos com incêndios criminosos”, concluiu Irnac Valadares.
 

 

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