17 de outubro, de 2014 | 00:00
Defesa Civil em alerta para período chuvoso
Órgãos se mobilizam para atuar de maneira mais efetiva em caso de desastres
DA REDAÇÃO A tão esperada chuva pelos mineiros que sofrem neste clima seco e quente deve chegar efetivamente em novembro, e com mais intensidade a partir de dezembro. De antemão, os indicadores apontam que o volume de chuva vai ficar dentro da média histórica do Estado, entre 227 mm e 339 mm. A tendência é de outubro continuar muito seco, com chuva fraca no fim do mês. Com o objetivo de se organizar para atender as ocorrências de desastres mais comuns no período chuvoso, a Defesa Civil do Estado elabora todos os anos um plano de ação integrado com os municípios.
As ações foram divulgadas em uma apresentação pública realizada na quarta-feira (15), em Belo Horizonte, com representantes de vários municípios mineiros. O superintendente técnico e operacional da Defesa Civil Estadual, major Anderson de Oliveira, informa que os trabalhos são realizados ao longo do ano para que os municípios fiquem preparados para lidar com as ocorrências.
Capacitação é um dos focos do plano de ação. A falta de conhecimento nessa área é muito grave. É importante que a coordenadoria municipal tenha informação de como fazer a gestão de risco e dos desastres”, pontuou o major Anderson de Oliveira. Nesse sentido, foram ministrados cursos sobre mapeamento de áreas de risco, gestão e captação de recursos federais, gestão do desastre. Nos últimos anos treinamos mais de 9 mil pessoas. O mais importante é o trabalho preventivo e a integração entre os vários órgãos. Os municípios atendem e nós procuramos ser facilitadores”, sintetiza o major Anderson de Oliveira.
O Estado conta ainda com apoio do Japão na tentativa de minimizar os impactos das tragédias e agir o mais rápido possível. Especialistas japoneses vem a cada dois anos nos ensinar as técnicas para minimizar riscos”, informou o superintendente técnico.
Logística
Neste ano, a logística de atendimento a desastres no estado passa por mudanças. O major Anderson de Oliveira reitera que equipes operacionais são organizadas para gerir desastres. A novidade é que são montadas regionais de proteção da Defesa Civil para que o apoio humanitário fique em uma cidade-polo da região, facilitando o atendimento. São estruturados 15 depósitos de assistências humanitárias. O polo montado em Governador Valadares atenderá o Vale do Aço no caso de tragédias.
Outra novidade que pretende otimizar o atendimento é a emissão de alertas meteorológicos para os municípios, por meios eletrônicos. O major Anderson de Oliveira explica que, em parceria com órgãos de previsão meteorológica, os alertas de emergência são enviados para os responsáveis pelas coordenadorias municipais de Defesa Civil via SMS e e-mail, além das informações divulgadas pelo site do órgão. Para socorrer municípios que ficarem sem água potável, a Defesa Civil levar aos locais necessitados um equipamento que permite a purificação da água.
Balanço de 2013
De acordo com dados da Defesa Civil, no último período chuvoso (outubro de 2013 a abril de 2014), foram registrados no Estado 23 óbitos, 229 feridos, 17.301 desabrigados, 33.061 desalojados, 186.654 afetados. O prejuízo financeiro total calculado foi de R$ 2.138.704.613,73.
O major Anderson de Oliveira destaca que a maior parte dos óbitos foi registrada na região Leste, onde o volume de chuva foi elevado, chegando em algumas semanas a 600 milímetros, quando o normal gira em torno de 120 mm. Em relação às mortes, 44% foram por soterramento. Por isso, intensificamos o mapeamento das áreas e obras de contenção. Mas antes de tudo, as pessoas precisam se autoproteger e acionar os órgãos competentes”, pontuou o major Anderson de Oliveira.
Chuvas
De acordo com a previsão meteorológica que serve de embasamento às ações da Defesa Civil, a previsão é de chuvas de fraca intensidade e de forma isolada no fim do mês. Em novembro, as frentes frias deverão passar pelo litoral da região Sudeste a partir da segunda quinzena, e esse deslocamento deverá causar chuvas significativas na Zona da Mata e na região Leste.
Em dezembro, a previsão é que as frentes frias deverão atuar em Minas Gerais entre o dia 1º e 20, podendo causar chuvas acima das médias históricas nas regiões noroeste, central e na Zona da Mata. Os modelos de previsões do tempo mostram que, nos meses de janeiro e fevereiro de 2015, as chuvas deverão ficar em torno da média histórica nas regiões Sul, Oeste, Triângulo e na Zona da Mata.
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