19 de outubro, de 2014 | 00:00
Corporação receberá nova turma de militares
Equipe irá fortalecer o atual efetivo principalmente no combate aos incêndios que assolam a região
IPATINGA No próximo mês, o pelotão do Corpo de Bombeiros de Ipatinga receberá o reforço de 25 novos militares. Os novatos, aprovados em concurso público e submetidos ao curso de formação, irão fortalecer o atual efetivo, de 49 profissionais, e darão respaldo, diretamente, às ações de combate aos focos de incêndios florestais. Em toda a região, assim como no estado e país, matas ardem em chamas devido ao tempo seco e à estiagem histórica. Combater o fogo, que se alastra rapidamente pela vegetação desidratada, tem sido um desafio à corporação.
O comandante da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Ipatinga, tenente Hoberdan Inácio, informa que, até essa sexta-feira, 17, há o registro de 58 focos de incêndios combatidos pelo pelotão este ano no Vale do Aço. Do total anual fechado até agora, 31 ocorrências foram registradas no mês de setembro e sete na primeira quinzena de outubro. Em todo o ano de 2013, por sua vez, foram 45 focos de incêndio atendidos pela companhia.
Um dos casos recentes que demandou maior dispêndio do suor dos bombeiros de Ipatinga foi o incêndio que destruiu parte da vegetação que cerca o Pico do Ana Moura, no município de Timóteo. Nem o trabalho conjunto com outros pelotões foi o suficiente para frear, a tempo, o avançar das chamas, que consumiu mais de 60% da área. Os incêndios estão bem mais difíceis de combater. A vegetação está seca e o fogo se alastra com maior facilidade”, lamenta Hoberdan Inácio.
Em meio aos rochedos e outros locais de difícil acesso, a única forma de combate ao fogo é por meio de aeronaves. Mas os aviões e helicópteros da Força Tarefa Previncêndio, instalada em Curvelo, na região Central de Minas Gerais, são disputados em todo o estado e a prioridade é dada às unidades de conservação estaduais. O incêndio florestal é bastante complexo e são vários os fatores que devem ser analisados antes do combate imediato. É necessário fazer um estudo do local e definir a atuação de forma estratégica”, justifica o comandante.
Em Carrancas, no sul do estado, dois homens morreram e um brigadista ficou gravemente ferido na tentativa de apagar um incêndio. As vítimas teriam entrado na mata na noite de terça (14) passada, mas só foram localizadas na madrugada de quarta-feira (15).
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais já registrou 9.348 focos de incêndio de janeiro até a segunda quinzena de outubro. Somente em outubro, por exemplo, o estado registrou 2.225 focos contra 1.221 do mesmo período do ano passado, um aumento de 119%.
O Corpo de Bombeiros informa que as principais causas de incêndios florestais são a queima preparatória de pastos e de terrenos para plantio, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa umidade do ar, além da queima de lixos e de tocos de cigarros jogados em beiras de estradas. Em caso de incêndios, a corporação ou as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais dos municípios devem ser avisados o mais depressa possível.
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