29 de outubro, de 2014 | 16:23

Dengue e chikungunya

Levantamento mostra presença do Aedes aegytpi em 1,7% das residências de Ipatinga


IPATINGA - As ações de combate à dengue e ao mosquito transmissor da doença continuam surtindo efeito positivo em Ipatinga. O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), apresentado nesta terça-feira (28/10) pela Secretaria Municipal de Saúde, mostrou redução de 32% no número de focos do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya.

Conforme o levantamento feito pela Prefeitura de Ipatinga, a partir de visitas e vistorias em toda a cidade, o resultado do LIRAa aponta a existência de focos do Aedes aegypti em 1,7% das residências, lotes vagos e áreas públicas visitadas. Em março, na pesquisa anterior, o índice foi de 2,5%. O resultado também é melhor dos últimos cinco anos, para o período que é estratégico por anteceder o período crítico de proliferação do vetor e, consequentemente, de casos da doença. A série histórica do terceiro LIRAa, apurado sempre em outubro, foi de 2,4% em 2010; 3,6% em 2011; 1,9% em 2012 e 3,2% em 2013.

Apesar da queda, o município tem risco médio de sofrer uma epidemia e a comunidade deve continuar em alerta devido ao novo vírus em circulação na região. O Ministério da Saúde considera tolerável o índice menor que 1%. 
Secom PMI


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Focos dentro de casa
A maior parte dos focos foi encontrada dentro de residências, em locais e objetos como pratinhos de plantas, bebedouros de animais, calhas e caixas d’ água descobertas dentre outros. Para se ter uma idéia, de cada 10 focos confirmados, oito estão dentro das residências, o que reforça a necessidade de os moradores também se empenharem nessa mobilização contra a dengue.

“A comunidade tem colaborado com a Prefeitura nas ações de prevenção e controle da proliferação do mosquito, Mas a vigilância tem que fazer parte da rotina de todos, e SER ampliada a partir de agora, com o início do período chuvoso. Um reciclável esquecido em casa ou descartado inadequadamente em via pública, por acumular água, torna-se um potencial criadouro para o mosquito”, reforça a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Ipatinga, Telma Semirames.

“Mapa” do Aedes aegypti
Os levantamentos do último LIRAa foram feitos nos dias 20, 21 e 23 deste mês. Conforme o resultado, a situação é preocupante nos bairros Iguaçu, Horto, Usipa, Industrial, Ferroviários e Ideal, onde o índice de infestação é de 2,9%. Em seguida, no ranking de bairros com maior presença do mosquito da dengue, aparecem Bom Jardim e Córrego Novo (2,3%); Esperança, Limoeiro, Chácaras Madalena e Canaã (1,8%). Nestes locais, a Prefeitura vai intensificar as atividades de mobilização e educação em saúde com as equipes de Controle de Endemias do município.

Em contrapartida, a região compreendida entre os bairros Imbaúbas e Cariru, e o centro da cidade, conseguiu baixar o índice de infestação de 3,4% (alto risco) para 1,1% (médio risco).  A redução mais significativa foi observada nas Granjas Vagalume, Vila Celeste e Chácaras Oliveiras, com LIRAa de 0,3%.

Vigilância permanente
Apesar dos bons resultados, o melhor dos últimos cinco anos para o período, a Prefeitura de Ipatinga mantém o alerta e ações de prevenção e controle da dengue. O plano de contingência também prevê medidas integradas contra a febre chikungunya, transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti.

“O município está preparado e os nossos profissionais, capacitados para o diagnóstico e tratamento de ambas as doenças. A limpeza urbana foi reforçada e ações como a retirada de carcaças e pneus das vias públicas, potenciais criadouros do vetor da dengue, são rotineiras em Ipatinga. Mas todo esse trabalho pode ser perdido se cada morador não assumir a sua parte”, ressalta o secretário municipal de Saúde, Eduardo Penna.

Na última sexta-feira (24/10), médicos, enfermeiros e gerentes das Unidades Básicas de Saúde receberam treinamento sobre o diagnóstico e tratamento precoces da febre chikungunya. Eles também se atualizaram sobre cuidados e atenção aos pacientes de dengue.

No mesmo dia e horário, mais um carregamento com 18 toneladas de pneus velhos e carcaças recolhidos pela Prefeitura saía do Ecoponto Municipal, no Cidade Nobre, com destino à reciclagem. Desde 2013, a Prefeitura já retirou mais de 400 toneladas destes materiais das ruas. O resultado é a redução de criadouros do Aedes aegytpi. Conforme o último LIRAa, esses materiais responderam por 1,5% dos focos confirmados.

Febre chikungunya
Em Ipatinga, casos da dengue tiveram uma redução significativa: até o dia 10 de outubro foram 429 notificações, contra 9.315 casos confirmados em 2013. Em relação à febre chikungunya, Ipatinga segue com dois pacientes suspeitos e sob acompanhamento médico. Os pacientes já receberam alta hospitalar, aguardam o resultado confirmatório em sua residência e não oferecem mais risco de transmitir o novo vírus, se confirmada a doença. Como medida preventiva, o município fez o controle químico nas residências e entorno.

A profissional da PMI reforça que a preocupação com a doença permanece. “É um vírus novo em circulação. Por isso, todos são suscetíveis a contrair a chikungunya, também transmitida pelo mosquito da dengue. Ou seja, a prevenção passa pela eliminação dos focos do vetor”, alerta Telma Semirames.

Em Minas Gerais, já são dois casos confirmados da nova doença, em Matozinhos (Região Metropolitana de Belo Horizonte) e em Coronel Fabriciano. Outros 17 casos suspeitos no Estado, cuja confirmação depende de exames laboratoriais na Fundação Ezequiel Dias (Funed), sendo o mais recente em Governador Valadares.

 

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