07 de novembro, de 2014 | 00:00
RMVA em estado de alerta
Apesar da estiagem, índices maiores foram encontrados em Santana do Paraíso e Timóteo
FABRICIANO O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) informa que os quatro municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço estão em situação de alerta para a dengue. Nos imóveis pesquisados, o Índice de Infestação Predial (IIP) mais alto foi registrado nos municípios de Santana do Paraíso (3,6%) e Timóteo (3,2%). Em decorrência da febre chikungunya, o mosquito Aedes albopictus também foi considerado. As larvas encontradas desse mosquito, porém, alcançaram classificação de baixo risco na região.
As informações são da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano. Referência técnica do Programa de Vigilância e Controle da Dengue, Joel Caldas explica que o IIP é uma relação do número de imóveis positivos para Aedes aegypti em relação aos imóveis pesquisados. É considerado de alto risco para epidemia de dengue a partir de 4%; estado de alerta entre 1% e 3,9%; e de baixo risco, menor que 1%. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que na região Leste mineira, o maior índice é do município de Governador Valadares, com 5,3% dos focos no último LIRAa realizado.
Dos 35 municípios de abrangência da SRS de Coronel Fabriciano, cinco fizeram o LIRAa. Além de Timóteo e Santana do Paraíso, Ipatinga concentra 1,7% de focos do Aedes aegypti e Coronel Fabriciano, 1,5%. Outro município levantado fora da RMVA foi Caratinga, com IIP de 0,6%, valor tido como favorável. Focos do Aedes albopictus foram encontrados somente em Santana do Paraíso (0,5) e Timóteo (0,2). O LIRAa foi executado na penúltima semana de outubro nos municípios citados.
Joel Caldas salientou que a SRS está vigilante com a febre chikungunya, transmitida tanto pelo Aedes aegypti, quanto pelo Aedes albopictus. Agora, de posse dos resultados, os municípios farão análises internas e a SRS irá se reunir com eles posteriormente, para trocar informações e atuar na parte crítica”, resumiu.
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