07 de novembro, de 2014 | 00:02
Do AM para o FM
Prazo para migração termina dia 10 e, no Vale do Aço, maioria dos radiodifusores já solicitou mudança de faixa
IPATINGA Na próxima segunda-feira, 10, termina o prazo para as rádios AM de todo o país pedirem a migração para a faixa de FM. A mudança foi autorizada no fim do ano passado, com o intuito de melhorar a qualidade de sinal das estações AM, além de torná-las acessíveis em dispositivos como celulares e tablets. A Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt) informa que quase todas as emissoras de AM na Região Metropolitana do Vale do Aço já efetuaram o pedido de mudança de faixa.
A diretora do Grupo Vanguarda que manifestou desejo pela mudança - e da Regional Rio Doce da Amirt, Valéria Nascimento, explica que a migração é opcional e, depois de receber o pedido dos radiodifusores, a Anatel realizará estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação. Ainda não há, portanto, informações precisas sobre todos os trâmites seguintes no processo de alteração de faixa, bem como previsão de quando ela será uma realidade no estado.
A partir dos pedidos, o órgão regulador também irá verificar se há espaço no espectro para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município. Nas localidades com espectro cheio, essas emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV em todo o território nacional.
Os canais 5 e 6, que são ocupados por canais de TV analógicos, serão destinados à FM. Atualmente, as FMs são sintonizadas na faixa de 87.9 MHz a 107.9 MHz. Com a liberação dos canais, essa frequência será estendida de 76 MHz a 107.9 MHz.
O presidente da Amirt, Agostinho de Rezende Campos, destacou que no levantamento divulgado pelo governo há quatro meses, 75% das emissoras no estado já haviam solicitado a migração. É uma sobrevida ao AM. Celulares não têm como ouvir o AM, os tablets também. Os radinhos estão cada vez mais difíceis de comprar e os novos aparelhos vêm somente com FM. O ouvido do AM está envelhecendo cada vez mais”, opinou.
Dentre os aspectos negativos da mudança, as rádios que fizerem a migração perderão a amplitude geral de sua cobertura, haja vista que a AM tem um alcance maior que o FM. O impacto da migração na audiência ainda é estudado por muitos radiodifusores.
Diretor da Rádio Educadora, em Coronel Fabriciano, padre Vanderlei Santos diz que a emissora optou por aguardar antes de fazer a opção. Iremos acompanhar todo o processo”, resumiu. A alteração de faixa deverá ser onerosa. Os radiodifusores deverão pagar a diferença entre o valor da outorga em AM e a de FM, além de gastos com equipamentos para transmitir o sinal em FM. Este valor ainda não foi divulgado.
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