15 de novembro, de 2014 | 00:00
Área é desocupada em Naque
Operação comandada pela Polícia Militar transcorreu em clima tranquilo
NAQUE As famílias que ocupavam a área localizada na saída do Naque para o Gama recolheram alguns materiais de seus barracos destruídos na manhã de ontem. Oficiais de Justiça da Comarca de Açucena cumpriram a ordem de reintegração de posse do terreno em uma ação apoiada pela Polícia Militar. Parte do espaço é do poder público e outra é particular. Todas as duas foram desocupadas com tranquilidade. Essa é a quarta operação de desocupação de terreno irregular invadido na região atendida pelo 14º Batalhão de Polícia Militar, em 2014.
Nos últimos dias, seis famílias que residiam no terreno deixaram suas casas. A área em Naque foi ocupada em meados de fevereiro deste ano e muitas pessoas apenas demarcaram seus lotes” com a instalação de tendas de lona. Após abordagens e diálogo com militares e servidores, elas optaram por sair sem criar resistência. Na quinta-feira (13), a última família deixou o local e na manhã e início da tarde de ontem, a operação transcorreu em clima de tranquilidade. Os militares apoiaram os oficiais de Justiça e os moradores carregaram seus pertences, sem conflitos.
O comandante da operação de desocupação, major Fábio Barcelos, aponta que a desocupação tranquila se deu em função de abordagens anteriores. Após a reunião do comando do 14º Batalhão de Polícia Militar e outros órgãos conseguimos que os ocupantes saíssem pacificamente. A ordem foi cumprida com tranquilidade. A prefeitura deu apoio na retirada dos materiais. Não tivemos resistência”, pontua o oficial.
Ocupante da área, Vicente Alves de Melo informou que, informalmente, 382 famílias estavam cadastradas para morar no local, sendo que 84 delas residiram em barracos por cerca de seis meses. Ocupamos porque pagando aluguel é difícil viver. Eu pago R$ 400 por mês e vou voltar para essa condição, mas muitos não têm para onde ir. De qualquer forma, eu não vou voltar e aconselho os outros a não voltarem. Vamos dar a resposta na urna”, resume Vicente Alves.
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