14 de novembro, de 2014 | 17:11
Coleta seletiva em debate
Em Timóteo, comunidade discute a reestruturação do serviço
DA REDAÇÃO - A comunidade debateu as propostas de reestruturação da coleta seletiva de Timóteo na quarta-feira (12), no auditório da Prefeitura de Timóteo. A reestruturação da coleta seletiva seguirá as normas do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e está recebendo apoio técnico do Programa Minas Sem Lixões, da Fundação Estadual de Meio Ambiente.
O município de Timóteo foi um dos 15 municípios mineiros contemplados com esse apoio técnico em 2014. O projeto, que prevê a ampliação do programa de Coleta Seletiva, foi apresentado pela analista ambiental da Fundação Israel Pinheiro, Andressa Rocha Lima, no pré-lançamento do programa.
De acordo com a proposta, a coleta seletiva passará a atender de forma integral em seis bairros do município: Centro-Norte, Cruzeirinho, Quitandinha, Santa Maria, Vila dos Técnicos e Olaria. O programa será desenvolvido pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Timóteo (Ascati) em parceria com a prefeitura. Serão colocados ainda pontos de entrega voluntária (PEVs) nas regionais da cidade. A previsão é de que esse modelo amplie em até duas vezes, a quantidade de materiais recicláveis recolhidos na cidade.
O pré-lançamento do programa de Ampliação da Coleta Seletiva de Timóteo contou com a participação do procurador-geral do Município, Heyder Torre, do secretário de Meio Ambiente, Trânsito e Serviços Urbanos, Marinho Teixeira, do coordenador da Ascati, José Ozório, do Grupo Gestor que elaborou a proposta, além de vários segmentos da comunidade. Na oportunidade, foram apresentadas as ações do projeto e realizado um debate com o público.
"A reciclagem é uma ferramenta importante que gera matéria-prima a baixo custo, renda e reduz a poluição na natureza. Hoje, temos que associar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade ambiental", defendeu Marinho Teixeira, frisando que é necessário investir em educação ambiental para que as pessoas reconheçam a necessidade de preservação do meio ambiente e adotem atitudes sustentáveis.
Atualmente, a coleta seletiva é feita pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Timóteo (Ascati), em parceria com a prefeitura e atende parcialmente 13 bairros, coletando os materiais apenas de algumas residências que aderiram ao programa. "Todos nós somos responsáveis pelo lixo que geramos e por sua destinação. A estimativa é de que o Brasil perde R$ 8 bilhões por ano para enterrar os resíduos, que poderiam ser reaproveitados", destacou a analista Andressa Rocha Lima.
O coordenador da Ascati informou que com a reestruturação do programa, a entidade quer contar com, pelo menos, 20 associados para ampliar a capacidade de produção. "No mês passado, reciclamos 16 toneladas, o que gera uma renda em torno de R$ 600 para cada trabalhador", expõe José Ozório. Segundo ele, quando assumiu a entidade, há cerca de nove meses, a renda mensal era de R$ 200 em média.
"Com a melhor organização das atividades propostas pelo Minas Sem Lixões e o apoio da prefeitura, teremos suporte técnico para melhorar as condições de trabalho e ampliar a produção", comentou o coordenador, enfatizando que os catadores ganham o pão de cada dia na Ascati.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















