24 de novembro, de 2014 | 22:19
Ocupação na Prefeitura de Timóteo
Moradores da invasão do Limoeiro prometem manter manifestações pela volta da água
TIMÓTEO Virou caso de polícia e foi preciso muita negociação para que um grupo de 90 pessoas, entre aproximadamente 60 adultos e 30 crianças, desocupassem a Prefeitura de Timóteo nesta segunda-feira. A polícia foi chamada no fim da tarde para resolver a situação que os vigilantes não conseguiam contornar.
Desde as 10h de segunda-feira, o grupo ocupou, aos poucos o prédio público e permaneceu o dia todo em circulação pelos corredores, escadas, auditório e recepção.
Esse foi o segundo protesto organizado pelos moradores da invasão do bairro Limoeiro, para pressionar pela religação do abastecimento de água da comunidade.
Uma das moradoras do lugar, Jaqueline Neves, apresentou-se como líder da ocupação e relatou que há 26 dias as 116 famílias da área da ocupação estão sem água, pois a Copasa cortou uma ligação clandestina que abastecia as casas.
Em uma tentativa de encontrar uma solução negociada para o caso, dois representantes da Copasa, se deslocaram até o Fórum Geraldo Perlingeiro de Abreu, com representantes da prefeitura.
Entretanto, o representante do Ministério Público, com quem pretendiam conversar não se encontrava e ficou acertado que uma nova tentativa de reunião será feita nessa terça-feira.
Inicialmente, os moradores da invasão anunciaram que iriam pernoitar na prefeitura. Foram iniciadas negociações para que o prédio público fosse desocupado e, no fim da tarde, embarcaram em um ônibus fornecido pelo serviço público e retornaram para a ocupação.
No dia 21, sexta-feira passada, um grupo de moradores da invasão fechou por quatro horas a avenida dos rodoviários, na entrada do bairro Limoeiro, o que cortou o acesso dos moradores dos bairros Limoeiro, Recanto Verde, Alphavile e Macuco com o restante do município.
Houve tensão no protesto que teve queima de pneus nas proximidades do trevo do Sodalício Tio Questor. O uso das crianças de cinco a doze anos na manifestação já tinha sido noticiada à Promotoria de Justiça da Infância e Juventude. No protesto de segunda-feira, os manifestantes voltaram a empregar crianças na ocupação da prefeitura.
OUTRO PROTESTO:
Moradores de invasão acampam nos jardins da PMT - 04/12/2012
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