02 de dezembro, de 2014 | 00:00

Casos de Aids aumentam em Ipatinga

Profissionais destacam desatenção de jovens à gravidade da doença


IPATINGA – De janeiro a outubro deste ano, um total de 112 novos casos de pessoas com Aids foi notificado à Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Ipatinga. O número é ligeiramente maior aos dos dois anos anteriores. Em todo o ano de 2013, foram 107 casos; em 2012, 104. Os dados são do Programa Municipal de DST/Aids. A estimativa, porém, é que a quantidade de novas infecções seja ainda maior no município. Isso porque profissionais do programa relatam a baixa procura pelo diagnóstico no serviço público.
 

Desde a implantação do programa, além disso, 1.350 pessoas foram diagnosticadas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) na seção. Atualmente, os que utilizam a medicação antirretroviral para HIV e Aids no município somam cerca de 680 pessoas. Referência técnica do programa, Fabiane Cristina de Souza ressalta que não há mais grupos de risco para o contágio. Entretanto, preocupa o departamento a faixa etária entre 15 e 24 anos, que tem protagonizado os novos casos da doença. “Jovens nem sempre se lembram do preservativo”, resume.
 

Gerente do Programa de DST/Aids, Cláudia Castro lamenta uma expressiva redução no número de pessoas que buscam o departamento para os testes de HIV. “As pessoas têm medo do diagnóstico, medo de saberem que possam ter Aids. É comum dizerem: eu prefiro não saber o diagnóstico”, cita. No programa, localizado no bairro Cidade Nobre, testes rápidos e gratuitos para HIV/Sífilis são oferecidos às sextas-feiras, das 12h às 18h. Basta o interessado apresentar um documento com foto.
 

Wesley Rodrigues


conscientização gasp


Nessa segunda-feira, 1º, foi lembrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Em Ipatinga, o Grupo de Apoio ao Soropositivo (Gasp) promoveu ações de conscientização e distribuição de preservativos. Pontos de prostituição na rodovia BR-381 foram visitados. “Todo ano, colocamos essa campanha na rua. O número de pessoas com Aids tem crescido a cada ano. E nos preocupa, principalmente, entre a juventude, onde o índice tem crescido”, disse a profissional de acolhimento do Gasp, Elizabeth Moraes dos Reis.
 

A Secretaria de Estado de Saúde informa que, em todo o estado, de 2007 a 2014 foram notificados 15.482 novos casos de Aids, sendo a população com idade entre 35 a 49 anos a que apresentou maior número de notificações nesse período, com 6.434 novos casos. Atualmente, cerca de 22 mil pessoas utilizam a medicação antirretroviral para HIV e Aids em Minas Gerais. Já no Brasil, entre 1980 e junho de 2012, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 656.701 casos de Aids, média de 36 mil casos por ano. Em relação aos óbitos, são registrados 11,5 mil por ano.
 

Presidente da Associação de Apoio à Mulher, Dignidade e Cidadania (Assamdci), entidade com foco no atendimento às profissionais do sexo do Vale do Aço, Sirlene Alves de Souza alerta sobre uma “desatenção” em relação ao assunto. “As pessoas não estão mais se preocupando com a Aids e têm subestimado a doença. Estamos em uma área de prostituição, distribuímos preservativos e poucos pegam ou aceitam”, lamentou a também vice-presidente do Gasp, em mobilização conjunta com a entidade no bairro Veneza, na tarde de ontem. 

 

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