26 de dezembro, de 2014 | 20:00

Os crimes ambientais de 2014

Autos de infração lavrados e as multas aplicadas sofreram redução este ano, no Vale do Aço


FABRICIANO – Em um ano crítico para a biodiversidade do Estado, com a estiagem mais rigorosa em décadas, a atuação do Pelotão da Polícia de Meio Ambiente do Vale do Aço alcançou resultados satisfatórios, segundo avalia o comandante da turma de 29 militares, tenente Átila Porto.

Em entrevista, Porto apresentou o balanço das ações desencadeadas pela corporação de janeiro a novembro deste ano, em comparação com igual período do ano passado. O tenente destaca, entre diversos pontos, que foram potencializadas na região as ações de prevenção contra infrações e crimes.

No somatório das denúncias atendidas, a corporação contabilizou 1.228 registros em 2014. O número é 3,7% maior que o registrado em 2013, quando foram atendidas 1.184 solicitações. Átila Porto salienta que o uso do canal “Net Denúncias”, disponível no endereço eletrônico ww3.policiamilitar.mg.gov.br, tem crescido consideravelmente, demonstrando maior colaboração da comunidade com o trabalho da polícia.

O número de autos de infração aplicados e as multas lavradas sofreram redução. Foram 540 autos em 2014, contra 795 em 2013 – redução de 32,1%. As multas somaram R$ 1.444.293,05 este ano, quando, no ano passado, o valor foi 13,4% maior: R$ 1.667.358,86. O que é pago pelas pessoas responsabilizadas por crimes contra a natureza é destinado ao Estado que, posteriormente, reverte o valor em investimentos à área, informa Porto.

Wesley Rodrigues


Tenente Atila Porto
 “O objetivo maior do trabalho da corporação é a redução de crimes contra o meio ambiente”, resume o militar, ao pontuar a relevância das ações de educação ambiental, como blitze educativas, palestras e articulação com diversos órgãos e serviços. “Somos o único pelotão onde há uma equipe exclusiva para atuar na prevenção de crimes”, acrescenta.

Em contrapartida, o total de prisões e apreensões cresceu 109,2%: 159 pessoas foram conduzidas ao delegado de polícia em 2014. As visitas aos empreendimentos com potencial poluidor na região também foram maiores: 618 em 2014 (aumento de 20,5% em relação a 2013). O total de animais vítimas de crimes e que foram apreendidos e recolhidos subiu de 659 em 2013, para 1.667 em 2014.

Foram registrados este ano 99 delitos contra recursos hídricos (redução de 44,4%); 59 casos de pesca restrita (queda de 18,1%); 294 crimes contra a flora (baixa de 20,8%); e 150 crimes contra a fauna que, por sua vez, registraram aumento de 42,9%. As propriedades rurais da região visitadas, além disso, foram em número de 1.195. No ano passado, esse dado teve 1.112 registros.

O Pelotão da Polícia de Meio Ambiente do Vale do Aço atua sobre 26 municípios do Colar Metropolitano e há expectativas que, em 2015, novos militares recém-formados integrem o grupo que é pequeno para toda a demanda sob sua competência. “No próximo ano, continuaremos as metas de redução de crimes com as quais trabalhamos. Nosso intuito maior é a prevenção”, enfatizou o oficial.

 

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