02 de janeiro, de 2015 | 11:37

Tristeza no humor

Radialista de muito sucesso nos anos 1980, Artur Machado Valli foi vítima de câncer generalizado


FABRICIANO – Morreu hoje, vítima de um câncer generalizado, o radialista e humorista Artur Machado Valli, aos 53 anos. Durante muitos anos Artuzinho - como era também conhecido - empunhou o microfone da Rádio Educadora, em Coronel Fabriciano, em um dos programas de maior audiência na época, o Ronda do Vale, que mesclava humor com as notícias policiais.

Profissional de grande visibilidade na fase de ouro do rádio AM, Artur Machado Valli tentava sobreviver à época da modernidade com um personagem típico: o Zé da Roça.

Em busca de espaço, participou de programas importantes da televisão brasileira como Silvio Santos e Show do Tom, com o seu personagem Zé da Roça.

Amigo do humorista, o radialista Roberto Nogueira (Rádio Educadora) conta que Artur tentava se tratar de um câncer, que se espalhou e ele não suportou. Morreu nesse segundo dia de 2015.

O velório é reaqlizado desde as 13h em uma das capelas velório do Cemitério Senhor do Bonfim. Atualmente, Artur Machado Valli trabalhava em uma emissora de rádio comunitária, em Marliéria.

O radialista Edmar Moreira lamentou a morte do ex-companheiro de estúdio. “Fiquei triste com a notícia de sua morte, ele era muito novo, estava na ativa e ainda cheio de sonhos e planos com os seus tipos e anedotas. Vai fazer falta o Artur”, escreveu o radialista ao Portal Diário do Aço.

Edmar Moreira, que hoje está aposentado, relata que Artur Machado começou como sonoplasta no programa que apresentava, na Rádio Educadora.

“Era uma figura muito alegre e criativa. Não demorou passei a aproveitar os seus dotes no quadro, Interior Meu Amor, quando ele lia e respondia as cartas dos ouvintes, nunca sem antes contar uma piada. Participou em vários quadros da programação da emissora onde também foi repórter”, detalhou Edmar Moreira.

A ligação entre os dois, entretanto, tinha como pano de fundo uma daquelas raras coincidências. Quem explica é o próprio Edmar Moreira: “O pai dele foi amigo de infância do meu, na cidade de Tombos, na Zona da Mata mineira, e os dois se reencontraram aqui (em Coronel Fabriciano)”.
 

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