03 de janeiro, de 2015 | 20:00

Pequenas e micro empresas mais competitivas

Projetos orientados pelo Sebrae ajudam empresários a buscarem melhores perspectivas


IPATINGA – Em um cenário macroeconômico com indicadores baixos as empresas de micro e pequeno porte da região se movimentam e se organizam para superar o pessimismo e crescer. Nesta virada de ano vários segmentos estão mobilizados para se fortalecerem, gerarem empregos e renda. Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as empresas buscam mais informação para se manterem no mercado e driblarem a crise.

Em 2014, o Sebrae realizou na região do Vale do Aço 1.730 horas de consultoria, promoveu 55 palestras e oficinas, além 3.453 orientações a pessoas físicas. O gerente da regional Rio Doce do Sebrae Minas, Fabrício César Fernandes, afirma que os números mostram o interesse de muitas pessoas em empreender e de maneira mais planejada. No Brasil, empresas de micro e pequeno porte corresponderam em 2014, a 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, 2% a mais que em 2013. “Isso significa que as micro e pequenas empresas então mais competitivas”, pontuou Fabrício Fernandes.

Ao fazer uma avaliação de 2014, Fabrício Fernandes afirma que o ano serviu de teste para muitos empresários. “Se considerar que atualmente dois em cada três empreendimentos novos são abertos por empresários que estudam o setor, o segmento e o volume de negócios, podemos afirmar que hoje temos empresas mais estruturadas e competitivas”, salientou o gerente regional.

Uma caraterística do mercado na região foi a entrada de novos e grandes concorrentes que serviu de alerta para pequenas empresas, que são geralmente familiares. “Por isso elas precisam de gradativamente aumentar sua profissionalização na gestão”, comentou.

Nesse sentido, um exemplo regional é o projeto realizado pelo Sebrae com 15 farmácias de pequeno porte que sentiram muito a concorrência das grandes redes que crescem no Vale do Aço. “Elas sofrem muito o impacto de grandes redes. Muitas estão indo para bairros e centros comerciais ampliando a concorrência física. No projeto, elas aprendem a se estruturar melhor em termos de gestão, atendimentos e estratégias”, explicou Fabrício Fernandes.

Polliane Torres


fabrício fernandes
Assim como no caso das farmácias, há projetos em andamento com um grupo de 16 autoescolas da região. Há ainda um trabalho feito com artesãos de Belo Oriente com apoio da Cenibra que doa resíduo de celulose para ser transformado em arte e renda. Outra área que procura se organizar diante da crise é a artística. O Sebrae, junto com a Aperam, trabalha onze artistas da região oferecendo capacitação para eles se organizarem como empresa, inspirados na economia criativa. “Participantes desse projeto que já estão fazendo shows em outros locais. Os artistas mudaram o comportamento se assumindo como empresa”, observou Fabrício Fernandes.

Metalomecânico
De olho em novos mercados, empresas que fornecem para o setor siderúrgico da região, que sofre os impactos da crise do aço, começam a fornecer para o setor de petróleo, gás e naval. Para isso, um grupo de 30 empresas da região contam com apoio do Sebrae Nacional, Petrobras, Federação das Indústrias de Minas gerais (Fiemg), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico e de Informática do Vale do Aço (Sindimiva). “Algumas conseguiram se inserir neste mercado de forma competitiva e já são fornecedoras. Isso diminuiu o impacto do que sofremos no setor da siderurgia e mineração”, frisou Fabrício Fernandes.


Perspectivas
Para o ano que se inicia espera-se uma postura pró-ativa e não retraída por parte dos empresários. Fabrício Fernandes argumenta que a crise sempre esteve presente e para encará-la a classe empresarial tem se fortalecido ao trabalhar em conjunto. “Quando competências decidem trabalhar juntas, a chance de vitória é grande, pois elas vão buscar alternativas para problemas que são comuns e soluções individualizadas. É aí que as coisas deixam de ser impossíveis porque elas trabalham de maneira cooperada”, destacou Fabrício Fernandes.

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