07 de janeiro, de 2015 | 20:00

Chegou a vez dos seminovos

Venda de veículos usados inicia janeiro a pleno vapor no Vale do Aço


IPATINGA – O mercado de carros usados em Ipatinga iniciou o novo ano aquecido. O segmento, que sofreu incertezas nas vendas dos últimos anos devido à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a facilidade de crédito na compra de automóveis novos, retoma fôlego. O que motiva as expectativas vantajosas do setor – com estimativa de crescimento de até 40% em 2015 - é a elevação do IPI. Com veículos novos mais caros, os seminovos podem ser mais atrativos e viáveis ao cliente.
 

Como mostrado pelo DIÁRIO DO AÇO na terça-feira, 6, a alta do IPI não deverá impactar as vendas de carros novos na região neste mês, pelo menos enquanto há estoque com o imposto reduzido. Apesar disso, o mês de janeiro começou de vento em popa para o segmento de usados. No bairro Caçula, o vendedor Marshall Assis Castro conta que em sete dias do novo ano já fechou a venda de 10 carros. “O aumento da procura já é sentido”, comemora. Com maior circulação de clientes na loja em que trabalha, ele almeja vender 40% a mais esse ano.
 

Sócio proprietário de uma loja de seminovos no mesmo bairro, Flávio Gonçalves de Oliveira trabalha há 30 anos com venda de veículos no Vale do Aço. Ele afirma que o segmento de carros novos e usados oscila o tempo todo e se inicialmente fica mais difícil para as concessionárias vender o zero km, o mercado irá se ajustar e traçar estratégias de negociar com o cliente o melhor preço na troca e venda. “O que depende mesmo é da economia nacional”, opina.

Wesley Rodrigues


veículos seminovos
Razoável
Flávio avalia que as vendas de seminovos em 2014 ocorreram de forma razoável na região – o balanço foi positivo, “mas nada de fazer brilhar os olhos”. Apesar da oscilação do mercado, ele concorda que o fim do IPI reduzido trará maior valorização aos carros usados, onde com preço de tabela é possível levar veículos “completos”. Em sua loja, veículos entre R$ 20 mil e R$ 30 mil são os mais procurados, sejam modelos Volkswagen, GM, Ford ou Fiat. “O calor da região está intenso, logo o cliente quer um carro com ar, além de baixa quilometragem e revisado. Janeiro começou muito bem: vendi três carros hoje. Eu almejo passar de 20 para 30 carros vendidos por mês”, projeta.
 

Já para o proprietário de loja José Francisco Miranda, a alavancagem do setor deverá ser melhor sentida no segundo semestre de 2015. “A economia em queda no país prejudicou todos os segmentos”, pondera. Para esse período do ano, Francisco já vislumbra, ao menos, crescimento de 30% nas vendas. Com uma fase mais favorável ao mercado de automóveis usados, se destacar diante da concorrência exige qualidade. “Aprendi a vender o que serve para mim”, encerra o empresário.
 

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