08 de janeiro, de 2015 | 20:00
Baixa oferta de sangue preocupa hospitais
O mês de janeiro está entre os meses com queda nas doações, apesar da alta demanda
IPATINGA O período de férias eleva a demanda por estoque de sangue nos hospitais, devido ao aumento de acidentes nas estradas. Mas, por outro lado, os estoques de sangue ficam em baixa em função das férias, o que preocupa as instituições no atendimento a emergências.
Os bancos de sangue dos hospitais do Vale do Aço são abastecidos por doações feitas no Hemocentro de Governador Valadares, da Fundação Hemominas. A falta de um hemocentro na região obriga os hospitais a se organizarem para enviar doadores para a cidade que está a 100 quilômetros de Ipatinga.
A coordenadora do hemocentro em Valadares, Myriene Brasileiro Vilar, explicou que o envio de doadores até os hemocentros é previsto em contrato firmado com os hospitais atendidos. A unidade de Valadares atende ao todo 65 hospitais. Myriene Vilar explica que neste período de férias as doações caem 30% ou mais. Ela chama a atenção para o estoque baixo de grupos negativos em todo o Estado. De acordo com estatísticas do hemocentro de Valadares, os meses com registro de maior queda nas doações são janeiro, fevereiro, maio e outubro.
No Hospital Municipal de Ipatinga, a agência transfusional envolve nove pessoas para captar doadores de sangue. Todas as quintas-feiras, às 7h, eles são levados para Valadares, saindo do HMI, local para onde eles retornam após a doação. O município custeia o transporte e a alimentação. A farmacêutica que coordena a agência transfusional, Monise Silva Fonseca, informa que a demanda mensal do HMI é de 110 bolsas de sangue, mas, por mês, eles conseguem enviar de 40 a 50 doadores para Valadares.
A coordenadora do hemocentro em Valadares afirma que, em geral, o Vale do Aço, apresenta queda no número de doadores. Recebemos muito menos pessoas do que deveriam vir. A demanda dessas cidades pelo porte delas é muito alta”, salientou Myriene Vilar.
A coordenadora acrescenta que a doação de sangue precisa aumentar. O ideal é que a região tivesse 2% da população de doadores, mas eles são menos de 1%. É importante que as pessoas se conscientizem da importância da doação de sangue porque temos que salvar vidas. Às vezes, muitos só valorizam o ato quando um familiar precisa”, reforça.
Cadastro
Monise Silva explica que a agência transfusional do Hospital Municipal de Ipatinga possui uma lista de doadores cadastrados, que são acionados periodicamente; as mulheres no espaço de 90 dias e os homens em 60 dias. Para captar novos voluntários campanhas de divulgação são realizadas em vários setores da sociedade, mas a adesão ainda está aquém do necessário. Pessoas que doaram sangue costumam repetir o ato e sempre temos alguém novo no grupo. Mas, o número ainda é insuficiente”, comentou Monise Silva. As pessoas interessadas em doar sangue podem ligar e se cadastrar pelo telefone 3828-5637.
Uma bolsa de sangue pode salvar quatro vidas. Mesmo com a divulgação sobre a importância da doação de sangue, muitas pessoas ainda têm receio. Sou abordada por várias pessoas dizendo que têm medo de doar, por causa da agulha. Não precisa ter. Sou doadora. Dói um pouco, mas não é nada extremamente doloroso. O processo é seguro, com material esterilizado”, frisou Monise Silva.
Voluntários
Na manhã desta quinta-feira, sete pessoas saíram do HMI para fazer a doação em Governador Valadares. Entre elas estava o auxiliar administrativo, Igor Aristides Araújo, 18 anos, que foi doar sangue pela primeira vez. É sempre bom ajudar aos outros, vou experimentar pela primeira vez. Fico satisfeito em poder ajudar alguém”, comentou.
A dona de casa Rosa Maria Maciel, que é de São Paulo, tinha costume de doar sangue na capital paulista e depois de se mudar para Ipatinga ficou um tempo sem fazer a doação. Na de quinta-feira, ela retomou o gesto. Sempre doei sangue e gosto muito. Faço para ajudar ao outro, às vezes podemos precisar. Quando fiz cirurgia precisei de doadores de sangue e graças a Deus consegui. Nunca sabemos o dia de amanhã. Quem doa deve estimular outras pessoas a participar”, afirmou.
Já o aposentado Agenor Rodrigues saiu do HMI para Valadares com o objetivo de ajudar uma pessoa da família. Viemos ajudar porque sabemos que sangue é vida. Estamos doando para quem precisa. Já doei sangue outras vezes e é muito gratificante. Principalmente quando temos alguém da própria família precisando”, disse o aposentado.
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