08 de janeiro, de 2015 | 20:00
Material escolar terá alta de até 10%
Percentual é maior comparado ao valor praticado no ano de 2014
IPATINGA Após as festividades de fim de ano, o foco passa a ser o pagamento de impostos. No caso dos pais e responsáveis por estudantes, a preocupação é, também, com a compra do material escolar. Em 2015, os itens da lista custarão mais caro do que no ano passado. A alta varia, em média, entre 8% e 10%, como explica o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), Ricardo Carrijo. Além do preço, é necessário ficar atento ao que é cobrado pelas escolas.
Em entrevista concedida por telefone ao DIÁRIO DO AÇO, Carrijo observa que a alteração do preço se deve a alguns fatores, como o reajuste de matérias primas; reajuste do salário de algumas categorias de profissionais; e da cotação do dólar, que impacta em alguns setores; além da tributação, considerada excessiva. A alta do dólar contribui para encarecer os produtos importados, que compõem grande parte da lista, como a maioria das mochilas, cadernos e lápis de cor.
Uma caneta tem 47% de impostos, apontadores e cadernos entre 30% e 40%. A carga tributária também encarece o preço do material escolar. Existem dois projetos tramitando (no Congresso) em relação a isso e que reduziria os impostos, além de uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que cria imunidade para materiais escolares. Nós defendemos a redução dos custos. Se esses projetos fossem aprovados permitira que isso ocorresse”, disse Carrijo.
O diretor de relações institucionais da Abfiae acrescenta que a variedade de materiais escolares é a mesma de tênis, roupas, bolsa e depende do pai ou responsável analisar o que cabe em seu bolso. Investir em educação é muito importante e um bom material é importante, mas nossa orientação é que seja feita uma pesquisa nas lojas, para avaliar e buscar material de boa qualidade”, pontuou.
O advogado especialista em direito do consumidor, Tiago Madureira, observa que o pai tem que ficar atento em relação à lista, porque tudo aquilo que é considerado de uso coletivo, como material de limpeza, não pode ser exigido. A escola não pode exigir marca e nem o estabelecimento onde os pais devem comprar. Em relação ao preço, nessa época do ano costuma ser mais caro, então, o aconselhável é que a pessoa faça uma pesquisa em no mínimo três estabelecimentos, para ver o que vai ser melhor”, destacou.
Veja abaixo a carga tributária de alguns materiais escolares:
Produtos
Tributos
Agenda escolar
43,19%
Apontador
43,19%
Borracha escolar
43,19%
Caderno universitário
34,99%
Caneta
47,49%
Cola
42,71%
Estojos para lápis
40,33%
Fichário
39,38%
Folhas para fichário
37,77%
Lancheiras
39,74%
Livro escolar
15,52%
Papel carbono
38,68%
Papel pardo
34,99%
Papel sulfite
37,77%
Pastas em geral
39,97%
Pastas plásticas
40,09%
Régua
44,65%
Tinta guache
36,13%
Tinta Plástica
36,22%
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