13 de janeiro, de 2015 | 20:00

Falta d’água em Cachoeira Escura

Constante queda na tensão compromete bombeamento da Estação de Tratamento para os moradores do distrito


BELO ORIENTE – O forte calor castiga ainda mais os moradores do distrito de Perpétuo Socorro (Cachoeira Escura), em Belo Oriente. Desde o dia 6 deste mês, a falta de água é constante na parte alta do distrito e, para não ficar sem o líquido, a população tenta racionar o consumo e fazer o armazenamento em reservatórios.

O problema da falta de água está ligado à queda de tensão na rede de energia que abastece a Estação de Tratamento de Água. Precária e antiga, a estação abastece casas de 12 mil moradores do distrito, e mais da metade das residências fica nas partes altas.

O secretário municipal de Obras, Eduardo Mereles Pereira, informou que o problema é recorrente no distrito, mas piorou recentemente. Reclamações de moradores com a falta d’água chegam com frequência à Prefeitura de Belo Oriente. “Do dia 6 pra cá, estamos com uma situação muito complicada, pois não conseguimos rodar o sistema de abastecimento. Acionamos a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para tomar as devidas providências”, pontua o secretário.

A queda na tensão da energia prejudica o abastecimento por pelo menos dois dias, pois quando ela é restabelecida a demanda está muito alta e o nível baixo. “Sempre que cai a tensão, prejudica a distribuição de água, por isso não conseguimos rodar os equipamentos porque se eles funcionarem a amperagem sobe e as bombas queimam”, explicou Eduardo Mereles.

Reclamações
Apesar da parte baixa do distrito sofrer menos com a falta d’água, a situação preocupa os moradores. Para o empresário Glauber da Silva, o fato de a prefeitura não cobrar 100% no pagamento da água usada gera abuso e falta de conscientização. “Neste calor, as pessoas usam mais água e isso agrava a situação. Além disso, o nosso sistema de água está ultrapassado, foi criado para um determinado número de pessoas e, de lá pra cá, a população aumentou muito”, frisou Glauber da Silva.

No bairro Nova Esperança, a situação é crítica. Com o forte calor, os moradores tentam reservar água e suspender as atividades domésticas que podem esperar. A dona de casa Vicentina de Paula diz que deixou de lavar roupa há alguns dias para economizar água. “Tem dois dias que não cai água na caixa, então regro para não faltar. É muito ruim ficar sem água, ainda mais neste calor. E todos os moradores aqui do bairro ficam sem água”, comentou.

Moradora do mesmo bairro, a dona de casa Elizabete da Conceição cuida da mãe acamada e sofre com o calor. “Falta água sempre aqui, é uma tristeza. Para quem tem doente em casa, como eu, é pior ainda. Uma vergonha”, reclamou. 

Restabelecimento
Polliane Torres


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A assessoria de Imprensa da Cemig informou que a energia foi restabelecida no fim da tarde dessa terça-feira. A empresa esclarece que houve um problema técnico com o regulador de tensão, que precisou ser substituído. A troca do equipamento demorou alguns dias, em função das dificuldades técnicas no trabalho de deslocamento do aparelho. A companhia alega, ainda, que não houve falta de energia e sim queda de tensão, o que dificultou o abastecimento de água.

 

Transferência para a Copasa em fase final

 

O abastecimento de água em Belo Oriente é de responsabilidade do município. O secretário municipal de Obras, Eduardo Mereles Pereira, comenta que é emitida para os moradores uma cobrança de R$ 12,99 pelo serviço prestado. O resultado é o consumo desmedido do recurso. “Como a água não é cobrada 100%, o povo começa a esbanjar e falta nas partes mais altas”, resumiu Eduardo Mereles.

Questionado sobre a transferência do serviço de tratamento e abastecimento de água no município para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o secretário explicou que o processo está em fase final. “Nosso sonho é transferir o mais rápido possível. A expectativa é que, até fevereiro, a Copasa assuma todo o abastecimento de água de Belo Oriente”, enfatizou Mereles.

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