13 de janeiro, de 2015 | 18:18

LIRAa volta a subir em Ipatinga

Aumenta o risco de dengue e chikungunya no município


DA REDAÇÃO - O Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), para detectar a presença do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya, voltou a subir em Ipatinga. O trabalho feito pelos agentes de endemias da prefeitura, entre os dias 5 e 8 deste mês, apontou a presença do vetor em 2,6% dos locais vistoriados. A taxa é menor se comparada com igual período no ano passado, quando foram registrados 2,9%. Mas é maior se comparado com o LIRAa anterior, que apontou índice de 1,7% em outubro.
 

A taxa coloca o município no risco médio de epidemia, com índices entre 1% e 3%, e a Prefeitura de Ipatinga mantém o alerta em toda a cidade. A diretora do Departamento de Vigilância da Saúde, Telma Semirames, explica que é preocupante o aumento de focos no período de longa estiagem, com a presença do novo vírus (chikungunya) em circulação no Estado. A maioria dos focos encontrados está dentro das residências, como depósitos, bebedouros de animais, pratinhos de plantas e frascos (36,5%); calhas e lajes (20,8%) e descartáveis (20,8%). Ou seja, locais onde a vistoria periódica é de responsabilidade do proprietário do imóvel.
 

“A Prefeitura continua com o monitoramento das doenças, realizando campanhas educativas e a limpeza periódica das vias públicas. Mas é imprescindível que cada cidadão separe 10 minutos por semana para vistoriar e eliminar possíveis focos dentro de suas casas. Só com o trabalho de todos conseguiremos proteger nossa cidade”, convoca Telma Semirames, reforçando que o município se empenha para evitar uma epidemia como a registrada em 2013, com mais de nove mil casos.
 

Também preocupa o fato de os focos do Aedes albopictus, o segundo vetor da chikungunya, terem sido encontrados na área urbana de Ipatinga. Antes restrito à zona rural, o mosquito foi detectado nos bairros Bom Jardim, Esperança, Cidade Nobre, Bethânia e Castelo. “Ambos os vetores reproduzem de forma parecida e podem ser combatidos da mesma forma, eliminando a água parada. O perigo dobrou e os cuidados devem ser redobrados”, alerta Telma Semirames.

Locais críticos
A situação é preocupante nos bairros Esperança, Limoeiro e Chácaras Madalena, com o índice apurado de 5,5%. No Bom Jardim e Córrego Novo, focos do mosquito da dengue e chikungunya foram encontrados em 4,2% das residências visitadas. Nestes bairros, os pratinhos de plantas e bebedouros de animais atingem até 47,6% de infestação, seguido dos depósitos de água em nível do solo (latões e tambores), ambos os índices muito acima da média do município.
 

A partir desta semana, a prefeitura intensificou as atividades de mobilização e educação em saúde, com as equipes de Controle de Endemias do município, já que o risco de epidemia é alto nessas localidades. Serão programadas reuniões comunitárias para reforçar as dicas de prevenção e a importância da colaboração de todos no combate à doença.

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