14 de janeiro, de 2015 | 20:00

Construção civil em compasso de espera

Depósitos de materiais e profissionais do setor aguardam reaquecimento da economia


IPATINGA – Após a implantação da Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo no mês de novembro, os profissionais ligados ao segmento de construção civil em Ipatinga, ainda aguardam a retomada do crescimento no setor. Desde o ano de 2009, quando o Ministério Público Estadual ingressou com uma Ação Civil Pública que proibiu a liberação de alvará para novas construções, o segmento vive em compasso de espera.

Em 2010, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) passou a liberar, sob critérios restritivos, alvarás para construções. Imbróglio que só terminou no dia 27 de novembro de 2014. Proprietário do Depósito Gomes, no bairro Cidade Nobre, João Bosco Gomes observa que o mercado ainda não reagiu, mesmo após a sanção da lei. Para ele, ainda é cedo para falar em melhoria, uma vez que poucas construções foram liberadas. “Se a prefeitura não ‘agarrar’ a liberação dos alvarás, pode ser que tenhamos avanço no setor”, avaliou João Gomes. 

Já o proprietário do Depósito Rei dos Pisos, do bairro Bethânia, Rogerlan Aparecido Ferreira, explica que, desde 2009, tem sentido diferença nas vendas, em razão de muitos investimentos terem sido transferidos para outros locais. “Trabalhamos com construção em geral, estamos desde o ano 2000 no mercado e, mesmo com a lei, acredito que ainda não é possível perceber diferença no setor. Isso porque muitos investimentos foram feitos fora daqui e até parte deles retornarem para Ipatinga, irá demorar um pouco. Acredito que daqui a um ano voltará ao normal”, opinou.

Empregos
De 2009 até novembro de 2014, a geração de emprego no setor de construção civil sofreu com as restrições. De janeiro a dezembro de 2009, foram registradas 10.279 admissões. No mesmo período do ano seguinte, 15.151 pessoas foram contratadas. Já no ano de 2014, de janeiro a novembro, último dado disponível, foram registradas 11.169 admissões. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Projetos
Sócio proprietário da Lopes & Goulart Engenharia e Arquitetura e vice-presidente da Associação dos Construtores do Vale do Aço e delegado da Região Metropolitana, José Antônio Moreira Goulart explica que, depois que o TAC foi considerado inconstitucional, houve a retomada da lei 419, de 1973. “Nesse intervalo, muitos empresários protocolaram projetos na lei 419, na qual confiamos que até o ajustamento das leis, dará um aquecimento, mas ainda não tivemos avanço”, relata.

A assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipatinga informou que, entre 9 e 10 projetos são protocolados mensalmente na Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. Conforme a assessoria, o número deve aumentar nos próximos meses em razão da mudança na legislação, e o período é de adaptação à nova lei por parte dos técnicos e demais funcionários.
 

Mais:

Lei de Uso e Ocupação do Solo é sancionada - 27/11/2014


TAC de 2010 não é único “culpado” por momento ruim da construção Civil - 18/08/2012

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