15 de janeiro, de 2015 | 17:59
Recuperada rua engolida” por erosão
Via estava interditada havia mais de quatro anos no bairro Nova Esperança
IPATINGA - Alívio. Este é o principal sentimento entre os moradores da rua 14, no bairro Nova Esperança, atingidos por uma erosão que há mais de quatro anos engoliu parte da pista, deixando famílias que moram na parte alta da via quase isoladas. As intervenções realizadas pela Prefeitura de Ipatinga começaram no fim do ano passado, com os serviços de preparação do terreno, e agora a obra já ganha forma com a construção de um muro de arrimo para evitar novos desmoronamentos. Na sequência, o trecho será aterrado e preparado para receber nova cobertura asfáltica.
Na manhã desta quinta-feira (15), enquanto observava da varanda de casa o trabalho dos funcionários da empresa contratada pela Prefeitura para tocar as obras, o motoboy Matozinhos Soares, de 45 anos, relembrou as dificuldades enfrentadas com a interrupção da rua, devido aos deslizamentos. Até para fazer comprar no supermercado é uma dificuldade enorme, porque o carro não chega na porta da minha casa. Então, tenho que carregar as sacolas por uma distância de quase 100 metros”, relata o morador da Rua 14 do Nova Esperança, mostrando a garagem onde o veículo da família não entra há mais de quatro anos. Desde que esse buraco surgiu, deixo meu caro na casa de um cunhado”, contou.
As intervenções executadas fazem parte do pacote de melhorias de infraestrutura, cuja ordem de serviço foi assinada em novembro do ano passado pela prefeita Cecília Ferramenta, com investimentos totais na ordem de R$ 6,5 milhões. Os recursos serão aplicados na construção de 70 muros de arrimo, abertura de uma nova via e outras intervenções. Além disso, a Prefeitura realiza serviços de limpeza e desobstrução de canaletas, bocas de lobo e galerias no bairro.
A previsão da Secretaria Municipal de Obras Públicas é de que as intervenções na Rua 14 sejam concluídas até o final de março, com a pista sendo novamente liberada para o tráfego de veículos. A notícia foi comemorada na casa da estudante Nayara dos Reis Ferreira, de 19 anos, onde vivem outras oito pessoas.
O imóvel fica na parte baixa da rua e é afetado diretamente com os deslizamentos, mais frequentes durante o período chuvoso. Quando chove, dormimos em cômodos que, teoricamente, não serão atingidos por prováveis deslizamentos. É um sentimento de medo que carregamos há alguns anos, mas agora, com a realização dessas obras, estamos nos sentindo mais aliviados”, conclui a estudante.
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