17 de janeiro, de 2015 | 20:00

Uso de filtro solar no verão

Dermatologista fala sobre a necessidade de aplicação do produto várias vezes ao longo do dia


FABRICIANO – O verão de sol forte e altas temperaturas, principalmente no Vale do Aço, exige cuidados redobrados com a pele para evitar o envelhecimento precoce e o câncer. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), câncer de pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Felizmente, o melanoma (câncer maligno) representa apenas 4% dos casos da doença.

Em casa, na rua, no trabalho ou nas praias e clubes, a exposição ao sol é mais intensa. Por isso, aplicar filtro solar deve fazer parte da nossa rotina, mais de uma vez ao dia, assim como escovar os dentes. É o que afirma o dermatologista Jeferson Almeida. “Tem que passar o filtro solar todo dia, de duas a três vezes, assim como escovamos os dentes. Nesta época de verão, temos basicamente doze horas contínuas de sol, das 7h às 19h. Não adianta usar o protetor só quando acordamos”, orientou o dermatologista.

Uma dúvida muito comum da população é sobre os fatores de proteção. O dermatologista afirma que, de maneira errada, tem-se a ideia de que não é necessário retocar o produto quando o fator já é alto. “Hoje, a tendência é pensar que, quanto mais forte o fator protetor, mais ágil e mais forte será a ação dele. Mas, para se ter ideia, a diferença do fator 15 para 60 a 100 é em torno de 2% 3% de ganho. Ou seja, com esse ganho pequeno, às vezes o benefício não é proporcional ao gasto com os filtros de fatores muito altos. É preciso retocar o protetor, independentemente do fator”, comentou Jeferson Almeida.

Para ficar em ambientes abertos como praias, lagoas e clubes, Jeferson Almeida dá algumas importantes dicas. “Se ficar debaixo do guarda-sol, a proteção é de 50%, se usar camisa branca dá uma ganho de 15% de proteção do e, no caso de peça na cor escura, o percentual é ainda maior. Vale lembrar que é bom evitar o sol no período entre 10h e 16h, horário com sol mais intenso. A praia tem ainda o reflexo do sol na água e na areia, o que acrescenta também a incidência dos raios ultravioleta na pele”, orientou o dermatologista.

Efeito cumulativo
No caso dos bebês, Jeferson Almeida lembra que o uso do protetor solar só é permitido a partir dos seis meses de vida. “Antes disso a pele é imatura e o produto pode causar reações alérgicas”, explicou. A preocupação com o sol desde cedo é importante, pois estudos apontam que de 0 a 18 anos a pessoa pega 80% do sol que vai pegar na vida toda. “O número é alto considerando o período em que as crianças ficam expostas ao sol. Na fase adulta, a pessoa terá malefícios como envelhecimento precoce da pele, machas e ferimentos e câncer de pele. O efeito do sol na pele é cumulativo”, frisou Jeferson Almeida.

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