27 de janeiro, de 2015 | 18:08

Local de acidente permanece destruído

Comunidade reclama dos perigos trazidos pela estrutura danificada no Morro da Usipa, onde caminhão tombou


IPATINGA – Pouco mais de um mês após o trágico acidente no Morro da Usipa, quando uma carreta carregada com combustível tombou em uma das curvas, o canteiro central continua do mesmo jeito. Usuários da via reclamam que a situação pode provocar mais acidentes.

Na curva onde o caminhão carregado com 35 mil litros de combustível tombou matando três pessoas em 13 de dezembro de 2014, o cenário ainda é o mesmo. As defensas destruídas no acidente continuam contorcidas e as que foram arrancadas com o impacto da batida ainda não foram repostas. O meio-fio permanece quebrado.

Pessoas que passam de bicicleta pelo local reclamam da situação. O aposentado Benedito Barcelos mora em Coronel Fabriciano e passa pelo trecho de bicicleta com frequência. Ele cita que o local merece mais atenção. “A situação ficou pior, o pessoal precisa consertar isso, colocar o meio-fio no lugar e arrumar a canaleta. Já tem mais de um mês e não arrumaram nada. Vai acabar ficando muito tempo sem consertar”, criticou.

Na opinião do aposentado, a defensa é uma ajuda a mais para os motoristas. “Eles já trafegam em alta velocidade, e sem a proteção fica mais difícil de evitar acidentes. Tanto para quem anda de carro, quanto a pé ou de bicicleta, esse trecho é muito perigoso. Tem 40 anos que passo por aqui, já vi vários acidentes”, frisou Benedito Barcelos.

Para a engenheira Edna Carla Vieira, que mora no Caladinho de Baixo e trafega pelo local de carro e de bicicleta, o resquício de óleo que ficou na pista ainda pode oferecer perigo no caso de chuva. “O trecho que já tem um histórico grave de acidentes ficou pior desde dezembro, quando a carreta tombou. O resto de óleo é um perigo para pessoas que passarem por aqui em dia de chuva”, reiterou.

A falta de iluminação adequada no trecho também é criticada por Edna Vieira. “Quando começa a escurecer fica muito perigoso para andar de bicicleta ou a pé. Os órgãos tem que tomar providências para melhorar tudo isso”, falou.  
Alex Ferreira


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Pedestres e ciclistas

Muitas pessoas que passam pelo local para trabalhar se incomodam com o meio-fio quebrado. O pedreiro José Sales Miranda, mora no bairro Santa Cruz, em Coronel Fabriciano, vai trabalhar em Ipatinga todos os dias, de bicicleta. “Uso o trecho de segunda a sexta-feira. Aqui é muito perigoso. Tem que colocar as defensas, depois do acidente o canteiro central ficou aberto e está perigoso acontecer mais acidentes. Andar a pé e de bicicleta é perigoso, pois os motoristas correm muito”, afirmou.

O pedreiro Erci dos Santos, que também reside em Fabriciano, passa pelo local todos os dias de bicicleta e quase foi atropelado há seis meses. “Perto do trecho onde está sem defensa, uma caminhonete atravessou o canteiro bateu no barranco, mas por sorte consegui frear a cinco metros dela. Não pode deixar do jeito que está. É perigoso acontecer mais acidentes”, comentou.

Indignado com a velocidade alta que os carros trafegam no local, Erci dos Santos defende a reativação da barreira eletrônica próxima à entrada da Usipa e a instalação de radar na curva onde a carreta tombou. “Os carros corem demais e nós que estamos expostos saímos de casa sem saber se vamos voltar. Vemos muita imprudência, mas sem manutenção a situação fica pior ainda”, pontuou. 

Avaliação

A direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Governador Valadares informou, por telefone, que já fez o pedido de instalação das defensas e do canteiro central, mas aguarda a chegada do material e a finalização dos trâmites legais para a entrega. Portanto, não foi informada qual a previsão de data para reforma no trecho.

Uma equipe técnica faria ainda uma vistoria no local, na tarde dessa terça-feira, para levantar as demandas, dar os devidos encaminhamentos e verificar a situação do óleo no asfalto. No caso da iluminação, o Dnit poderá fazer o pedido de melhoria para a Cemig, que é a responsável pelo serviço.

LEIA MAIS:

Tragédia no morro da Usipa - 13/12/2014

 

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