28 de janeiro, de 2015 | 20:00
Cooperativas cobram fiscalização para transporte
Prefeitura estuda solução para o problema
IPATINGA Representantes de cooperativas de transporte escolar cobraram, na tarde dessa quarta-feira (28), a fiscalização por parte do Poder Público para coibir a clandestinidade. Durante entrevista na sala anexa ao plenário da Câmara de Vereadores de Ipatinga, os profissionais relataram a necessidade da inspeção e o prejuízo causado pelo transporte irregular.
Presidente da Cooperativa de Transportes de Ipatinga (Cootransipa), Ronaldo José Dias explicou que a intenção é expor o problema que vem ocorrendo na cidade há alguns anos. Essa fiscalização não ocorre e o transporte escolar, a cada dia que passa, está jogado às traças. Não há nenhuma ação do Poder Público no intuito de coibir essa clandestinidade e esses veículos irregulares que se encontram nas ruas”, disse.
O presidente da Cootransipa acrescenta que ocorreram alguns encontros com a prefeita de Ipatinga Cecília Ferramenta (PT) e com representantes da Câmara, evidenciando os problemas que vêm ocorrendo. Foram apresentadas as reivindicações e destacados os problemas que podem ocorrer devido à falta de fiscalização.
Atualmente, pontua o presidente, os veículos que são credenciados pela prefeitura e trabalham de forma legal são vistoriados semestralmente. Além disso, há também a necessidade de verificar a situação do condutor, o que considero mais grave, uma vez que, se ele não é fiscalizado, não se sabe se é de boa índole ou não”, apontou.
O veículo escolar deve ter um selo no para-brisa, onde é discriminado se foi vistoriado e a data de validade da inspeção, além de um selo nas duas portas dizendo que é credenciado, constando o número da inscrição desse permissionário. Hoje, em Ipatinga, são 304 veículos legalizados. Além do veículo irregular, temos permissionados que não comparecem à vistoria e, ainda assim, vão para as ruas. Acredito que existam de 100 a 120 veículos nas ruas de forma totalmente irregular ou clandestina”, informou Ronaldo Dias.
Por sua vez, o presidente da Cooperativa de Táxi do Vale do Aço (Coopervale), Sérgio Luiz Carvalho, relatou que várias reuniões foram realizadas com a prefeita e a Polícia Rodoviária. Enquanto isso, não podem fazer nada e somos prejudicados. Queremos fiscalização, que seja pedida a carteirinha. Hoje, qualquer um trabalha com transporte”, lamentou.
Posicionamento
O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Gustavo Finocchio, informou que, nesses últimos dois anos, a PMI não realizou a fiscalização porque não dispõe da estrutura que possuía antigamente. Para realizá-la, seriam necessários veículos de apoio, uma vez que, a partir do momento em que esse veículo é parado pela Polícia Militar, que apoia a prefeitura nessa fiscalização, ele não pode prosseguir.
A prefeitura precisa dispor de veículos, vans e ônibus, para dar continuidade ao transporte dessas crianças. Estamos fazendo um estudo para contratar, mas em razão de questões financeiras, ainda não temos esse serviço disponível. Ano passado, desenvolvemos uma campanha em todas as escolas da rede municipal, instruindo aos pais que as coloquem em transporte devidamente credenciado e vistoriado pelo município. Temos feito o trabalho para, futuramente, alcançar essa fiscalização”, concluiu Gustavo Finocchio.
CURTA: DA no Facebook
SIGA: Twitter: @diarioaco
ADICIONE: G+
WhatsApp 31-8591 5916
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















