31 de janeiro, de 2015 | 22:32

Apagão no Vale do Aço

Técnicos apuram falha técnica que gerou apagão no Vale do Aço


Com atualização, às 14h. 02/02. 

IPATINGA – Na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, cerca de 380 mil consumidores ficaram sem energia elétrica na noite de sábado, 31, após um equipamento explodir na subestação da Cemig, no bairro Bethânia. Por meio de nota enviada nessa segunda-feira, 2, a empresa afirma que a ocorrência teve início às 21h52 de sábado e, às 22h33, 98% dos consumidores já estavam com a energia restabelecida. Para os demais consumidores, cerca de 2%, a eletricidade foi restabelecida por volta da meia-noite.

Nos canais do DIÁRIO DO AÇO na internet, leitores também informaram interrupção de energia em cidades do Leste mineiro e Zona da Mata. Conforme a Cemig, os municípios atingidos foram, entre outros: Ipatinga; Coronel Fabriciano; Timóteo; Caratinga; Vargem Alegre; Mutum; Tombos; Espera Feliz e São Francisco do Glória.
 

Moradores do entorno da subestação no Bethânia relatam terem escutado um forte estouro na noite de sábado. “Teve uma explosão e, em seguida, tudo apagou. As chamas tomaram o mato seco em volta e vimos o Corpo de Bombeiros e SAMU se dirigindo ao local. Ficamos assustados”, disse um vizinho, ouvido pela reportagem. A Cemig informou que não foram registradas vítimas na ocorrência. A concessionária também salientou que técnicos trabalham na troca do equipamento, e que está apurando as causas do defeito.

Wôlmer Ezequiel


subestação cemig bethânia
Aneel
Por meio de nota, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também se pronunciou sobre o assunto. O órgão pontuou que realiza, periodicamente, fiscalizações nas distribuidoras e transmissoras em todo o país. “Essa atividade segue um cronograma anual e na modalidade técnica-comercial avalia a manutenção dos equipamentos, a operação e o atendimento aos clientes. Em caso de ocorrências recorrentes em uma determinada área de concessão, é aberta fiscalização pontual para apurar os incidentes. Durante a apuração, a empresa é notificada para fazer os esclarecimentos necessários, respeitando-se o princípio da ampla defesa”.

A Aneel reforçou também que “se for constatada falha de planejamento, operação ou manutenção, as penalidades vão de advertência à multa de até 2% do faturamento anual da empresa, conforme estabelecido na Resolução nº 63/2004 da Aneel”.

A agência ressaltou que a penalidade não encerra a obrigação da distribuidora de efetuar as correções necessárias para sanar o problema. “Se a empresa se sentir prejudicada com o auto de infração aplicado pelo órgão regulador, poderá recorrer à diretoria da Aneel – que avaliará a questão em reunião pública. A decisão da diretoria é a última instância na esfera administrativa”.
 

 

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