10 de fevereiro, de 2015 | 20:00

Metasita terá nova direção

Atual presidente, Carlos Vasconcelos deixará a entidade sindical no fim do mandato


DA REDAÇÃO – Está agendada, para os dias 19 e 20 de março, a eleição sindical que irá chancelar a nova direção do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), para o quadriênio entre julho de 2015 e julho de 2019. Apenas uma chapa está inscrita, encabeçada pelo atual secretário de formação sindical, Antônio Marcos Martins. Após dois mandatos como presidente do Metasita e há 16 anos atuando como diretor do sindicato, Carlos José Vasconcelos Silva deixará em breve a liderança da entidade.

Em entrevista, por telefone, Carlos Vasconcelos pontuou que sai do sindicato por decisão de cunho pessoal, quando aspira novos desafios profissionais. O atual presidente exerce vínculo de técnico metalúrgico na Aperam South America, é graduado em Direito e possui pós-graduação em Gestão Pública. “Encerrarei meu ciclo no movimento sindical à frente do Metasita, após dois mandatos. Tenho a convicção que o trabalho foi exercido com a seriedade e responsabilidade que o cargo exigia, com o compromisso da defesa dos direitos dos trabalhadores”, destacou, na tarde dessa terça-feira, 10.

Próximo de deixar o sindicato, Carlos Vasconcelos avaliou o atual cenário econômico da indústria siderúrgica na Região Metropolitana do Vale do Aço. De forma positiva, ele observa que embora ainda não tenha sido anunciado o lucro operacional da Aperam em 2014, a expectativa é que ele deverá superar o ano anterior. E esse cenário poderá se manter estável no decorrer deste ano. Em curto prazo, acredita, o vaivém negativo da economia brasileira não deverá ameaçar o emprego de trabalhadores na região.

Silvia Miranda


Carlos Vasconcelos
Apesar do fato, o presidente do Metasita pontua que, assim como tem ocorrido em outros parques industriais, trabalhadores têm deixado a região para outras oportunidades de serviço em novas fronteiras de desenvolvimento como o Nordeste, por exemplo. Dado o deslocamento que é desfavorável à região, Carlos critica uma “fragmentação ou fragilidade da organização política local”. Ele defende que a organização metropolitana está distante da ideal e que uma deficiência logística provocou uma estagnação da indústria local. “O sistema político brasileiro está falido e nossas representações fragmentadas. Prova disso é que nossa representação política na Assembleia Legislativa só conta com dois parlamentares. É muito pouca representação para o potencial que temos no Vale do Aço”, resumiu.

O sindicalista defende, também, uma reforma política e tributária, diante de incertezas. “No primeiro governo Lula, foi investido muito na economia baseado no consumo interno. Está faltando uma transição desse modelo de consumo, que chegou ao limite. Penso que falta um novo modelo baseado em investimentos na indústria e infraestrutura, na economia voltada ao investimento, e não só ao consumo”, encerrou. 

 

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