18 de fevereiro, de 2015 | 20:00

Quaresma aquece venda de peixes

Expectativa do setor é que demanda pelo pescado no período aumente cerca de 20%


IPATINGA – O período da Quaresma, iniciado nessa Quarta-Feira de Cinzas, costuma elevar o consumo de peixe devido à antiga tradição ainda mantida por muitos de se abster de carne vermelhas todas as quartas e sextas-feiras nos próximos 40 dias. Na manhã dessa quarta, o movimento em peixarias da cidade era intenso. Para os comerciantes do setor, a tradição resulta em vendas aquecidas. A expectativa é que elas aumentem pelo menos 20% no período.

Comerciante que atua no setor há vários anos, Sebastião do Carmo de Assis reforçou o estoque para atender à demanda. Sua peixaria, localizada no Centro, recebeu vários clientes na manhã dessa quarta. “Espero um aumento nas vendas de 20% em média. O consumo sempre cresce devido a essa tradição católica que muitos ainda seguem”, reiterou Sebastião de Assis. O aposentado Geraldo Ezequiel Nunes foi comprar o peixe logo cedo, e afirma que mantém a tradição de comer pescado em todas quartas e sextas durante a Quaresma. “Como peixe porque é bom para a saúde, cumpro esse ritual há vários anos”, frisou.

A comerciante Leida Carvalho aposta mais alto, e espera que suas vendas dobrem no período. Com os estoques cheios, além de vender ela tenta inovar oferecendo aos clientes várias receitas. “Muitas pessoas querem consumir o peixe, mas não sabem como fazer, por isso damos as receitas. O peixe é importante para a saúde; nos preparamos para o aumento da demanda com variedade e qualidade do pescado”, comentou.

Em relação ao preço do peixe, que sempre eleva nessa época em função da demanda, a estiagem nos rios pode impactar mais ainda nos valores, conforme adianta Sebastião de Assis. “Ainda não tivemos aumento no preço, mas acredito que, em breve, essa seca vai impactar, até porque a demanda aumenta agora”, lembra.

Leida Carvalho, por sua vez, conta que o preço ainda não subiu, mas reconhece a interferência da seca no mercado do pescado. “A seca afetou um pouco o preço, mas ainda não repassamos ao consumidor”, pontuou. Em relação aos peixes mais procurados, os campeões de venda são a traíra, piratinga rosa, dourado e cascudo, comuns para a moqueca.

Com base na rotina no balcão, Leida Carvalho observa que as pessoas passaram a comprar mais peixe ao longo do ano. “Elas estão mais conscientes dos benefícios do consumo do peixe para a saúde”, destacou.

A médica Marlucy Silveira Alvarenga está entre essas pessoas. Independentemente da tradição religiosa, o consumo de peixe na sua casa é constante. “Diariamente, consumo peixe seja no cotidiano ou em eventos. Sempre faço assado para manter as propriedades desta carne branca, que não tem gordura e é rica em Ômega 3, essencial para a saúde”, destacou a médica.


 

Variação pode chegar a 29%

 

Para comprar peixe é preciso fazer pesquisa de preços, pois o valor pode oscilar entre um estabelecimento e outro. Na capital mineira, por exemplo, a diferença ultrapassa 100%. O site de Pesquisas Mercado Mineiro realizou, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, um levantamento de preços de peixes frescos, bacalhau e ovos, nos principais supermercados, lojas do Mercado Central e peixarias da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dados do levantamento revelam a diferença entre os preços do bacalhau saithe chega a 298%, com valores que vão de R$ 19,80 até R$ 79. O bacalhau porto imperial custa entre R$ 64 e R$ 78, diferença de 21%.


Entre os peixes frescos, a maior variação encontrada foi para o quilo da tilápia que, custando de R$ 14,85 até R$ 58,58, apresentou a diferença de 294% entre os estabelecimentos pesquisados. A sardinha pode custar de R$ 6,29 até R$ 15, variação de 138%. Os preços do salmão vão de R$ 22,80 a R$ 62,80, variação de 175%. O cascudo pode ser comprado pelo menor preço de R$ 8,99 e o maior de R$ 20, diferença de 122%. O quilo do filé de merluza está custando de R$ 8,99 até R$ 21, com uma variação de 133%. O quilo da traíra varia de R$ 16,90 até R$ 34, uma oscilação de 101%. Já a dúzia de ovos brancos varia 53%, custando de R$ 3,89 até R$ 5,99; enquanto a dúzia de ovos vermelhos custa de R$ 4,98 até R$ 5,98 com uma variação entre os estabelecimentos de 20%.

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