27 de fevereiro, de 2015 | 17:12
Fabriciano inicia vacinação contra HPV
Serão imunizadas meninas de 9 a 12 anos nas unidades básicas de saúde
FABRICIANO A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Coronel Fabriciano inicia, na próxima segunda-feira (2), a campanha de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV). O objetivo é reforçar a prevenção ao câncer do colo do útero, que é considerada uma doença grave. Neste ano, a vacinação é destinada a meninas de 9 a 12 anos. A meta é imunizar 2.953 meninas até o fim de março, quando encerra a campanha.
A orientação é que os pais levem suas filhas à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para garantir a eficácia do medicamento, é necessário tomar três doses da vacina, que são ministradas após seis meses e depois após cinco anos. No caso das adolescentes vacinadas, em 2014, e que não receberam a segunda dose, também é necessário se dirigir às Unidades de Saúde”, ressalta a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Fabriciano, Jesuína Mendes.
No Brasil, o câncer do colo do útero é a segunda principal causa de morte por câncer entre mulheres. Os subtipos HPV 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo e ambos estão incluídos na vacina quadrivalente contra HPV, que está sendo disponibilizada na rede pública”, esclarece a coordenadora.
HPV
De acordo com o Guia Prático do HPV, do Ministério da Saúde, na maioria dos casos, o HPV não apresenta sintomas e é eliminado pelo organismo espontaneamente. O vírus pode ficar no organismo durante anos sem a manifestação de sinais e sintomas. Em alguns casos, ele pode causar verrugas genitais, lesão pré-maligna de câncer (a chamada lesão precursora), vários tipos de cânceres, como os de colo do útero, vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe, além da Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR).
A principal forma de contágio é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Embora seja raro, o vírus pode propagar-se também por meio de contato com mão. Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas não sabem que têm o vírus, mas podem transmiti-lo.
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