04 de março, de 2015 | 16:55

Dificuldades no combate de endemias

Agentes revelam os principais obstáculos na rotina e pedem colaboração


DA REDAÇÃO - Prestes a sair mais um Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) em 2015, a situação ainda está longe de ser controlada. Com as chuvas que caíram com mais frequência nos últimos dias no Vale do Aço, os criadouros da larva do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya ficaram mais evidentes, especialmente com a falta de cuidado de uma parcela da população.

Em visita às casas no bairro Ana Rita, em Timóteo, a referência técnica do Serviço de Controle de Endemias da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Juniel Scarabelli, juntamente com os agentes de combate a endemias daquele município, Inácio Torres e Paloma Graziela, comprovam que é preciso uma maior conscientização de toda a população.

Nas residências, os agentes de combate a endemias enfrentam diversos problemas, como moradores que não abrem as portas para a análise do local e eliminação de possíveis focos, resistência em atender aquilo que é pedido para que a dengue (e a chikungunya) não vençam a batalha contra a população, como a simples ação de manter as caixas d’água fechadas e com tampa e manter os quintais limpos.


“É preciso que a população entenda que não há programa de governo capaz, unicamente, de acabar com o problema da dengue e a proliferação do mosquito. Se não houver uma conscientização de que as pessoas são as principais responsáveis pela aniquilação dos focos, a dengue vai sempre existir”, revela Inácio Torres, agente de combate de endemias há 33 anos e com vasta experiência em trabalho de campo.
 
Cuidados básicos

O LIRAa é um mapeamento rápido que identifica os criadouros predominantes e a situação de infestação do município, permitindo um direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas. “Identificamos as áreas com maior índice para após intensificarmos as ações em cada local”, esclarece Juniel Scarabelli, acrescentando a importância de toda a população ficar atenta aos cuidados básicos, a fim de evitar a doença.

Nessa visita às casas em Timóteo foram encontrados diversos locais com caixas d’água destampadas, centenas de garrafas pets espalhadas, baldes, bacias, tampinhas de garrafas, frascos e lonas em cimas dos telhados das moradias, segundo os agentes. “Sem contar muitas larvas que encontramos em reservatórios de água para animais, que precisam também ser limpos periodicamente”, pontua Paloma Graziela.

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