09 de março, de 2015 | 20:00

Famílias da Tragédia da Apae serão ouvidas

Audiência de instrução será realizada no Fórum de Ipatinga, com a presença de todas as partes envolvidas


IPATINGA – Nesta terça-feira, às 15h, o juiz da Vara Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, Fábio Torres, fará uma audiência de instrução para ouvir de maneira conjunta entre seis e sete famílias de vítimas das vítimas do trágico acidente com o ônibus que transportava uma delegação da Associação de Pais e Amigos do Excepcional (Apae) de Ipatinga, que matou onze pessoas, em 2010, em Carbonita, no Vale do Jequitinhonha. O fato conhecido como “Tragédia da Apae”, envolveu dois ônibus com estudantes e funcionários da Apae de Ipatinga e atletas da Associação Esportiva e Recreativa Usipa, e deixou também 22 pessoas feridas causando comoção nacional e internacional.

Desde 2011, tramitam na Vara da Fazenda Pública na Comarca de Ipatinga sete processos de famílias das vítimas, todos sob a responsabilidade do advogado Emílio Celso Ferrer Fernandes. Neles, a defesa responsabiliza pela tragédia o Estado, o Município de Ipatinga, e as empresas Talentus Turismo e Translima, que transportavam as vítimas. A defesa pede R$ 1 milhão por danos morais e danos materiais por vítima, valor calculado com base no tempo de vida que cada pessoa teria.

O advogado informou que a audiência coletiva entre todas as partes do processo foi determinada em comum acordo. Emílio Celso explica que o objetivo é ter uma sentença conjunta, mas que respeite as particularidades de cada caso. “Nessa audiência, será verificado o que falta no processo que já transcorre há quatro anos. Com essa audiência conjunta esperamos evitar decisões sem conflitos entre as ações, respeitando cada circunstância”, resume Emílio Celso.

Após a audiência, a expectativa é que o processo seja encerrado, faltando apenas a sentença. Vale lembrar que a decisão será em primeira instância e caberá recurso. Entre as famílias, o clima é de angústia pela espera de uma resposta. A mãe do para-atleta ipatinguense Sandro Alex, Maria de Fátima Cruz Santos, afirma que todas as famílias esperam por Justiça. “Com essa audiência, aumenta a esperança por uma solução”, comentou.

Assim como as famílias, o advogado do caso também espera que a decisão ajude a amenizar a dor da perda. “Há muito tempo pedimos essa audiência e agora é necessário que o Judiciário dê uma resposta à altura. Mesmo com a sobrecarga de processos, precisamos de uma definição. Sabemos que nenhuma indenização vai trazer as vítimas de volta, mas ajudará a amenizar o sentimento de impunidade”, salientou Emílio Celso.

Entenda o caso
A tragédia aconteceu em uma viagem de volta dos atletas da Apae, após participação nas etapas finais dos Jogos do Interior de Minas Gerais (Jimi) em Montes Claros. Entre os passageiros estavam alunos da Apae, da Escola Municipal José Alves de Assis, funcionários dos estabelecimentos e um atleta da Usipa. No trecho do município de Carbonita, o motorista de um dos ônibus tentou fazer uma ultrapassagem na ponte sobre o rio Araçuaí. Não havia espaço para os dois veículos e o ônibus com a delegação da Apae despencou de uma altura de sete metros. Os dois ônibus eram fretados pela Prefeitura de Ipatinga.

 

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