17 de março, de 2015 | 20:00
Quase duas mil apreensões de animais silvestres
Urubu Zulu” faz parte da estatística de pássaros silvestres apreendidos
IPATINGA O caso inusitado de Lúcia de Oliveira Fonseca, que foi detida semana passada por manter em casa o urubu Zulu”, chama a atenção para o número elevado de apreensões de pássaros silvestres realizadas pela Polícia Militar de Meio Ambiente. Em 2014, foram apreendidos 1.730 pássaros em cativeiro e detidas 63 pessoas na região. No caso recente de Lúcia de Oliveira, ela foi ouvida na Delegacia Regional de Polícia Civil e liberada após a expedição de um auto de depósito para a guarda provisória do animal. Dessa forma, ela continuará cuidando do bicho em casa, enquanto a Justiça decide se há um lugar mais adequado para ele viver.
O comandante da Polícia Militar de Meio Ambiente, tenente Átila Porto, informou que Lúcia permaneceu com o animal devido aos bons tratos e alto grau de domesticação de Zulu. A decisão é provisória e, a qualquer momento, pode ser determinada a busca pelo animal na residência. Ela continua respondendo por um crime ambiental previsto na Lei 9.605/98”, explicou.
O oficial conta que a decisão das autoridades de deixar a ave com Lúcia se deve à impossibilidade de Zulu ser reintroduzido ao seu habitat natural. A região não possui local específico para destinar esse animal, que seria o Centro de Triagem de Animais Silvestres, especializado em reabilitação dos animais para a natureza”, frisou Átila Porto.
Conforme o comandante, a pessoa que se depararem com um animal silvestre de forma involuntária deve acionar a PM de Meio Ambiente. A PM terá condições de encaminhar esse animal. Mesmo quando ele está em situação de risco, como de fato ocorreu com Zulu. Quando um animal silvestre for encontrado, não justifica quem o encontrou permanecer com ele, pois se trata de crime ambiental. Dependendo da situação, as autoridades podem, assim como no caso de Lúcia, tornar a pessoa como depositária do animal”, alertou o tenente.
Alegria
Em casa, com Zulu”, 19 gatos e três cachorros, Lúcia conta que a liberação para retornar com a ave foi um presente de aniversário de 50 anos de idade, que ela completou na segunda-feira (16). Meu melhor presente é poder voltar com ele pra casa. Sei que onde ele ficar vai sofrer, porque Zulu come só na minha mão, só toma água em uma xícara e banho em uma bacia. Sua comida é só fígado fresco e carne moída. Trato todos meus animais como filhos. Eles dormem comigo”, relatou Lúcia de Oliveira.
Em relação ao desfecho de sua prisão, Lúcia explica que, tão logo encontrou o animal, ela fez contato com o escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF) na região. Me informaram que não tinha local para acolher a ave e me orientaram a cuidar dele até (o animal) querer voar. Quando chegou essa fase ele foi, mas voltou. Algumas pessoas estavam machucando ele na rua, então me mudei, adaptei corda elástica no pé dele, para não sair e ser agredido. Mas sempre passeio com ele na roça ou no Parque Ipanema”, disse Lúcia, acrescentando que sempre cuidou de qualquer animal indefeso que aparece em seu caminho.
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