20 de março, de 2015 | 20:00

Reunião na CMI é marcada por protestos

Servidores públicos e profissionais do transporte escolar marcaram presença durante sessão


IPATINGA – A reunião ordinária da Câmara de Ipatinga recebeu, na tarde dessa sexta-feira (20), um público munido de cartazes e faixas. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Ipatinga (Sintserpi) e profissionais ligados ao transporte escolar do município foram ao plenário dispostos a chamar a atenção para as demandas das respectivas categorias.

Presidente da Cooperativa de Transportes de Ipatinga (Cootransipa), Ronaldo José Dias esclarece que a presença dos trabalhadores na sede do Legislativo foi motivada por um projeto que não estava na ordem do dia da Câmara. O PL 31/2015 dispõe sobre o serviço de transporte especial escolar no município. “Foi encaminhado pela prefeita (Cecília Ferramenta – PT) na semana passada esse projeto, com intuito de revogar a legislação municipal atual que é a lei 2.931/2011. Esse projeto acaba com a limitação de permissões para transporte escolar, liberando de forma indiscriminada a qualquer pessoa que tenha interesse de prestar serviço de transporte escolar”, explica.

O protesto na Câmara chamou a atenção para os prejuízos que a liberação trará para prestadores de serviço e usuários. Representante dos transportadores escolares não cooperados, João Batista Ramos também reitera o discurso. “Hoje somos 304 permissionários. Já existe uma lei que regulamenta o transporte escolar, mas não foi cumprida, e desde 2011 não há fiscalização na rua. Hoje, temos uns 70 a 80 clandestinos e que estão transportando os alunos. Nós estamos ‘vazios’”, lamenta. 

Audiência
No dia 30, uma audiência pública, convocada pelo presidente da Comissão de Urbanismo da Casa, vereador Saulo Manoel (PT), será realizada no plenário da Câmara para tratar do assunto. “Não temos interesse em atropelar nada. Haverá convocações e os debates necessários para tratar sobre este assunto. O projeto só irá para a ordem do dia quando forem sanadas as dúvidas. Aí, sim, colocaremos no plenário”, disse o presidente do Legislativo, Sebastião Guedes (PT).

Sintserpi
A presidente do Sintserpi, Helenir de Lima, por sua vez, explicou que até o momento não houve nenhuma contraproposta à campanha salarial por parte do Município. Está prevista uma reunião para o próximo dia 25, quando a categoria espera uma proposta de reajuste para os servidores. “O pedido é um reajuste de 12%, que seria a inflação do período mais um ganho real. O governo pediu um prazo até o fim de abril e é impossível permitir isso, uma vez que tudo foi reajustado e o nosso salário não. Viemos para sensibilizar os vereadores que nos ajudem. Queremos que o Município apresente uma contraproposta para os trabalhadores”, destacou.

PMI
Recentemente, o secretário municipal de Administração, Vicente Costa, esclareceu que a prefeitura sempre manteve diálogo com os representantes do sindicato e, inclusive, já atendeu algumas demandas sociais da pauta de reivindicações. Ele ressaltou ainda que, em razão do cenário econômico de crise no país que se reflete nos municípios, a administração pediu ao sindicato para apresentar a contraproposta no fim de abril.

“Precisamos esperar o fechamento do primeiro quadrimestre, dada a atual conjuntura econômica, para discutir o reajuste. A data-base está garantida”, pontuou. Conforme o secretário, se a administração atendesse ao pedido de reajuste de 12%, gastaria mais de 64% de sua receita corrente com os servidores. “Isso implicaria em redução de gastos e serviços. Temos que encontrar equilíbrio para prestar um serviço eficiente e ter o servidor valorizado”, resume o secretário.

 

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