27 de março, de 2015 | 20:26
Entrave em trecho da duplicação da BR-381
Dnit pede mais prazo para analisar projeto do lote 6 devido à dificuldade de planejar os desvios durante a obra
DA REDAÇÃO A obra de duplicação da BR-381 no lote 6, que fica entre Itabira e João Monlevade, pode ter que esperar até 2017 para começar. O motivo é a falta de definição da forma como o trânsito no trecho deverá ser desviado durante as intervenções na rodovia, de forma a causar menos impacto nas cidades do entorno e não prejudicar o traçado da rodovia. O projeto apresentado pelo consórcio formado pelas empresas Isolux/Corsan/Engevix está em análise pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), à espera de uma definição.
O consultor do movimento Nova 381, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Cláudio Veras, informou que o Dnit tem mais 120 dias para se posicionar sobre as alternativas de suspender o contrato, fazer um desvio muito longo, mudar o traçado de forma que o trecho tenha mais curvas do que o previsto originalmente ou aguardar as obras dos lotes 9 e 10, trecho conhecido como variante Santa Bárbara, para futuramente servir de desvio para as intervenções no lote 6.
Há também a possibilidade de cancelamento do contrato, mas o Dnit ainda não definiu a situação. O Dnit tem o direito de cancelar o contrato, mas a nosso ver não é interessante, pois obrigaria a abertura de nova licitação, atrasando o processo. Se for o caso, o que nos interessa é que contratos sejam suspensos, para não fazer novo edital. Queremos que a obra acelere e tenha o padrão que Minas Gerais merece”, comentou.
Cláudio Veras explica que, no modelo de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), a empresa vencedora é quem faz o projeto da obra. Quando a empresa começou a trabalhar o detalhamento do projeto, entendeu que se ele (projeto) for executado da forma como está proposto será preciso desviar o tráfego, que é intenso e tem cargas pesadas. Isso traria naturalmente um impacto muito grande para as cidades ao longo do desvio”, explicou o consultor.
A assessoria de Imprensa do Dnit informou que, no momento, o órgão estuda a melhor possibilidade de desvio e logística no projeto do lote 6, a fim de permitir que o início das obras ocorra o quanto antes.
Variante
Em relação à variante Santa Bárbara, Cláudio Veras informa que os lotes 9 e 10 já foram licitados e o Consórcio ASTEC/Planservi trabalha nos estudos preliminares e anteprojetos, que vão embasar o Dnit para referenciar o preço no lançamento do edital. Os estudos preliminares serão entregues no segundo semestre de 2015. A previsão é que as obras comecem em 2017 e a conclusão integral da duplicação ocorra em 2019, considerando também a duplicação dos lotes 1 e 2, entre Governador Valadares e Belo Oriente”, afirmou Cláudio Veras.
Ritmo
O andamento da obra nos demais lotes prossegue em ritmo lento. Recentemente, o trecho do lote 1 e 2, que compreende a região do Vale do Aço, teve as obras interrompidas, de acordo com os trabalhadores, em função da falta de pagamento das subempreiteiras aos funcionários. O
fato também provocou algumas demissões. A empresa já foi notificada pelo Dnit e, caso a situação não regularize, ela pode ser denunciada por abandono da obra no trecho, conforme explica Cláudio Veras. Embora o problema seja com o consórcio responsável pela maior parte dos lotes, queremos entender que esse é um problema pontual, que vai se resolver. Caso persista o problema, isso pode caracterizar abandono da obra. Neste caso, o Dnit pode acionar o seguro para não ficar no prejuízo e determinar que outra empresa assuma. Não é o que queremos. Prezamos pela manutenção de fornecedores e trabalhadores respeitados”, salientou o consultor.
Questionado sobre o ritmo da obra de forma geral, Cláudio Veras chama a atenção para a manutenção da previsão orçamentária. O orçamento do ano já foi aprovado pela União. Agora, esperamos que os recursos sejam respeitados. Pela primeira vez temos o alinhamento do governo estadual e federal. Esperamos que, de alguma maneira, isso tenha valor no cumprimento dos recursos para que a obra seja executada e avance”, pontuou Cláudio Veras.
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