08 de abril, de 2015 | 20:00

FPM tem queda no primeiro trimestre

Na região, números são melhores se comparados aos de outras regiões do Estado


IPATINGA – Dados divulgados pela Associação Mineira de Municípios (AMM) apontam queda no Fundo de Participação de Municípios (FPM) do primeiro trimestre de 2015. A redução é de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, em valores líquidos descontados os 20% de retenção para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Nos principais municípios da região, o repasse não apresentou redução. Apesar dos números desfavoráveis, lideranças das Associações dos Municípios do Vale do Aço (Amva) e pelo Desenvolvimento Integrado (Amdi) reiteram o compromisso pela retomada do crescimento da economia local.

Foram repassados neste trimestre R$ 2,2 bilhões aos municípios mineiros, ante R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2014. Ipatinga recebeu, de janeiro a março de 2015, R$ 240.460.623,08, enquanto no mesmo período do ano passado o montante foi de R$ 231.296.868,87. A transferência para Coronel Fabriciano, de janeiro a março de 2014, foi de R$ 8.061.992,41, valor que neste ano foi para R$ 8.370.165,05. Timóteo, que teve R$ 7.054.243,37 ano passado, recebeu R$ 7.323.894,43 em 2015. Já Santana do Paraíso, que no primeiro trimestre de 2014 obteve R$ 3.527.121,67 em repasses, em 2015 registrou R$ 4.185.082,50.

Presidente da Amva e prefeito de Mesquita, José Fábio Oliveira Gonçalves, o Fabinho (PDT), disse que a associação “tem corrido atrás de solução”. No dia 26 de maio, quando ocorre a marcha dos prefeitos, em Brasília, a intenção é levar as demandas ao governo federal. “Não tem sido fácil, alguns prefeitos afirmam que nunca viram um quadro econômico tão ruim quanto o que estamos vivendo. Em Mesquita, por exemplo, estamos fechando o mês com débito de R$ 35 mil. Vamos ter que cortar 20% dos gastos. A situação não está nada fácil”, reiterou Fabinho.   

Por sua vez, o presidente da Amdi e prefeito de Santana do Paraíso, Antônio Afonso Duarte, Zizinho (PT), explicou que o momento ainda é de monitoramento. “Estamos avaliando e aguardando para ver as ações que tomaremos. Acreditamos na recuperação dos municípios. Temos trabalhado em busca de benefícios para nossa região e vamos fazer o possível para termos um ano melhor”, destacou.

Somente no mês de março o Fundo fechou com queda de 32,4% se comparado ao mês de fevereiro deste ano, explica a técnica do departamento de Economia da Associação Mineira de Municípios, Angélica Ferreti. “A justificativa do governo federal é de que a arrecadação sempre cai no período do Carnaval e principalmente por ter menos dias úteis no último decêndio do mês de fevereiro”.

Cautela
Para abril, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) prevê aumento de 12%, em relação ao mês de março. “É cenário otimista se comparado ao comportamento dos repasses nos três primeiros meses de 2015”, ressalta Angélica. A economista alerta para que os gestores fiquem atentos e tenham cautela na execução das despesas. “É preciso planejar bem as ações, os orçamentos e, acima de tudo, controlar os gastos nesses primeiros meses de economia enfraquecida”, conclui.

 

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