08 de abril, de 2015 | 20:00
Missionária reencontra irmãos
Doada ainda criança, ipatinguense tem esperanças de reunir toda a família
IPATINGA - Esta quinta-feira será um dia especial para a missionária da Igreja Assembleia de Deus, Keli Cristina Camilo de Souza, de 37 anos. Residente na cidade de Serra (ES), Keli está desde segunda-feira no Vale do Aço, para uma missão nobre: localizar os membros de sua família, separados no fim da década de 1980 em função da desestrutura social, realidade de muitas das famílias que viviam na antiga rua do Buraco, atualmente avenida Zita de Oliveira, no Centro de Ipatinga.
Keli, criada por uma mãe adotiva, sempre foi informada que tinha irmãos. Juntou algumas parcas informações que conseguiu e, esta semana, desembarcou em Ipatinga disposta a conhecer gente do seu sangue. Com um brilho no olhar, Keli relata que já localizou vários de seus irmãos. Para isso, conta com a ajuda da cunhada Ana Cláudia, que conheceu no começo da semana.
Faltam três irmãos da lista de sete nomes já levantados. Um deles ela sabe apenas que se chama Cesar e outro José Atualbo Macedo: eles têm entre 36 e 38 anos. Entre os sete, alguns são irmãos apenas por parte de pai e outros por parte de mãe. Dos que ainda não foram encontrados não se pode descartar que tenham o nome mudado pelas famílias que os adotou, daí a dificuldade em identificar o paradeiro deles, admite a missionária. A terceira é uma irmã, Flávia, reside em Brasília (DF).
A quinta-feira será especial porque Keli irá se encontrar com a mãe biológica, Maria Laura, que reside em uma casa do bairro Bandeirantes, em Timóteo, onde também mora um dos irmãos. Quando fomos doados, éramos muito novos. Crescemos sem contatos uns com os outros. Cada um construiu uma vida nova, uma nova família. Mas para mim isso gerava uma inquietação tão grande que não resisti mais. Vim à procura deles”, relata entre lágrimas de emoção.
Keli espera reunir toda a família para uma foto com a mãe. Enquanto conversa com a reportagem, enxuga os olhos com as costas das mãos e afirma que pensava em como será o momento em que verá sua mãe biológica pela primeira vez. Senti o começo disso, quando encontrei no bairro Nossa Senhora do Carmo um de meus irmãos, Marcos Antônio. Ficamos longo tempo nos olhando. Depois, andamos abraçados e pulamos como se fôssemos crianças, pelas ruas do bairro”, explica Keli.
Outra surpresa foi encontrar o irmão Sérgio, morador do bairro Veneza. Ele não sabia que tinha irmãos, pois fora criado como filho único. Tenho vivido momentos muito especiais desde que aqui cheguei na segunda-feira. É como se fosse completar a minha vida. Agora, vamos reunir todos que já localizamos”, concluiu.
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