12 de abril, de 2015 | 00:05
Dia de protestos
Vale do Aço terá concentração em Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga
IPATINGA - O domingo será de protestos contra a corrupção e contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Os protestos estão agendados para três lugares, a partir das 9h: Praça dos Três Poderes, em Ipatinga, Praça da Bíblia, em Coronel Fabriciano e Praça 1° de Maio, em Timóteo.
No Vale do Aço, organizadores do protesto passaram a semana utilizando carros de som para convocar as pessoas a participar do ato contra a corrupção e pela mudança na política. Um dos coordenadores, Everton de Castro, explicou que os grupos Vem Pra Rua Ipatinga” e o Movimento Brasil Livre participaram da ação. .
Além das três principais cidades do Vale do Aço, a mobilização está programada para Belo Horizonte e outras 50 cidades do interior de Minas Gerais.
Da mesma forma que na primeira versão do protesto, em 15 de março, os insatisfeitos com a gestão da petista foram convocados a ocupar as ruas dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, além de pontos em 12 países, como Argentina, Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Irlanda e Portugal. A mobilização foi feita por redes sociais, panfletagem e carros de som.
O comando da Polícia Militar em Minas Gerais anuncia que manterá o mesmo esquema de segurança usado na manifestação do dia 15. São 15 mil homens disponíveis em todo o estado e um efetivo de cerca de 700 policiais só em Belo Horizonte.
Impeachment
Pesquisa divulgada sábado, 12, pelo Instituto Datafolha mostra que 63% dos brasileiros apoiam a abertura do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, por causa dos atos de corrupção que abrangem pessoas ligadas ao seu governo e ao seu partido.
Apesar de a maioria ser favorável ao processo, é menor o índice dos que sabem o que ocorreria após o afastamento da presidente. Somente 37% disseram que o cargo passa a ser imediamente ocupado pelo atual vice-presidente.
Plantão de Ministros em Brasília
Atentos às convocações feitas pelas mídias sociais para as pessoas irem às ruas para pedir, entre outras demandas, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo escalou ministros para acompanhar as manifestações.
Os titulares da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto; e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ficarão hoje em Brasília com essa tarefa, como fizeram no último, em 15 de março.
O receio é de os protestos serem tão grandes quanto os daquele dia, que levaram cerca de 2,7 milhões de manifestantes (dados da Polícia Militar), nas capitais.
Jornalistas que cobrem o Planalto, afirmam que a aposta do governo é que as mobilizações sejam menores. Ministros e ex-ministros de Dilma avaliam que, após a explosão de gente nas ruas no mês passado, a tendência é um arrefecimento no ânimos das pessoas.
Por sua vez, o coordenador jurídico do Movimento Brasil contra a Corrupção, Aldo Julio Ferreira, 51 anos, acredita que mais gente vá às ruas hoje.
Muitas pessoas que estavam com medo de ir na passada por causa da segurança viram que não houve perigo e devem aparecer hoje.” Ele também afirma que a pauta será menos dispersa. Fora Dilma, Fora PT, é a única bandeira que a gente vai levar”, disse. (Com informações do jornal Estado de Minas).
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