13 de abril, de 2015 | 20:00

São Camilo Timóteo reduz atendimento

Sem pediatra, unidade recebe apenas casos de urgência e emergência


TIMÓTEO – Além da crise financeira e problemas no convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o São Camilo de Timóteo está com atendimentos restritos aos serviços de urgência e emergência. Nas redes sociais, moradores da região afirmam que o hospital estaria se negando a atender até alguns casos por meio do SUS. A situação é mais crítica no setor de pediatria que, desde o início do mês, está sem especialista.

Alguns dos 120 médicos do corpo clínico estão em greve e alegam a falta de pagamento, inclusive, os referentes a atendimentos particulares. A situação com a falta de quitação dos vencimentos ultrapassaria quatro meses. Na noite desta terça-feira, está agendada uma assembleia, na sede do Sindicato dos Médicos do Vale do Aço, e o assunto deve figurar na pauta de debate.

Por meio de nota, a Sociedade Beneficente São Camilo informou que “não possui pediatras de plantão no pronto-socorro. Assim, as atividades de urgência e emergência pediátrica estão suspensas por tempo indeterminado”. “O hospital abriu processo seletivo por mais de uma semana e não obteve sucesso”, informa o comunicado.

Em relação aos demais atendimentos, a instituição alega que “tem mantido os atendimentos de urgência e emergência em sua normalidade no pronto-socorro, que é o perfil de atendimento compatível e de responsabilidade do hospital”, frisou a nota. A entidade reforça que todos os atendimentos, via SUS ou convênios, de urgência e emergência, são realizados.

João Otávio
A administração municipal de Timóteo comunicou, em nota, que o atendimento à população nas áreas de clínica médica e pediatria, bem como de urgência e emergência, continuam sendo realizados no Pronto Atendimento João Otávio, no bairro Olaria. Os casos que necessitarem de atendimento hospitalar serão encaminhados aos hospitais São Camilo de Coronel Fabriciano e Timóteo. “A Prefeitura de Timóteo sempre cumpriu com o seu papel junto ao hospital, sendo o único município que contribuiu com o hospital, cujo atendimento é microrregional para oito cidades”, afirma a administração.

A nota informa, ainda, que por meio do “apoio de vários deputados estaduais e federais, a Prefeitura de Timóteo garantiu, junto ao governo do Estado de Minas Gerais, o aumento dos repasses mensais, no valor de R$ 1,2 milhão por mês ao São Camilo Timóteo e R$ 1,6 milhão ao Hospital São Camilo de Fabriciano”. “Dessa forma, fica claro o esforço do governo municipal de Timóteo em solucionar essa complexa situação e garantir condições para o perfeito funcionamento do Hospital”, conclui a nota.

Estado
O imbróglio do São Camilo de Timóteo começou no ano passado. No fim de 2014, a Sociedade Beneficente São Camilo denunciou ao Estado o contrato com o SUS, sob a alegação de insuficiência nos repasses tanto do governo quanto dos municípios. Devido a essa dificuldade, foi anunciada a suspensão do atendimento via SUS em janeiro, prazo que foi adiado para o fim de fevereiro, após solicitação do Estado. No entanto, uma decisão liminar, em primeira instância, determinou à Prefeitura de Timóteo a manutenção da assistência à população.

Essa medida foi comunicada um dia antes da suspensão do atendimento, no fim do mês passado. Posteriormente, a São Camilo recorreu da decisão por meio de um agravo de instrumento e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu liminar que manteve o atendimento pelo SUS, mas determinou que o custo seja arcado pela Prefeitura de Timóteo.  O município entrou com embargos de declaração para pedir esclarecimentos em relação à cobrança dos custos pelo SUS, e ainda não houve decisão no andamento do processo.

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