13 de abril, de 2015 | 20:00
Extinção do papel na tramitação de processos
Substituição de documentos físicos deverá ocorrer por etapas na Comarca de Ipatinga
IPATINGA A partir do dia 3 de novembro deste ano, a Comarca de Ipatinga utilizará o Processo Judicial Eletrônico (PJe) para o trâmite de novos processos. A implantação do serviço põe fim, nos próximos anos, à tramitação de autos em papel no Judiciário do município. O cronograma de implantação do PJe no Fórum Valéria Vieira Alves contempla, inicialmente, as duas Varas Cíveis, as duas Varas da Família e Sucessões e a Vara da Fazenda Pública. Outras seções, como a 1ª e 2ª Vara Criminal, ficarão para um segundo momento, ainda indefinido.
Em Minas Gerais, a distribuição e a tramitação exclusivamente por meio eletrônico já ocorre em comarcas como as de Belo Horizonte, Contagem e Betim. Conhecedor do sistema na capital mineira, o diretor do foro em Ipatinga, Otávio Pinheiro da Silva, avalia a implantação do sistema na Comarca como positiva, o que promoverá, na sua avaliação, uma prestação jurisdicional mais célere, acessível e econômica. Um evento para a apresentação do processo eletrônico na Justiça do município ocorrerá em 16 de outubro, informou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O PJe possibilitará maior celeridade no andamento dos processos uma vez que várias etapas burocráticas existentes na tramitação dos documentos físicos - como carimbos e juntadas de petições - deixarão de ser necessárias. O magistrado estima que haverá ainda economia de recursos, devido à diminuição na utilização de papel. Outra vantagem destacada é a maior facilidade que os advogados terão para consultar todas as peças do processo no sistema, o que poderá ser feito pela própria internet. Contudo, a transição deverá ocorrer paulatinamente”, acrescenta Pinheiro.
Obras
As comarcas dos municípios da região ficaram de fora do cronograma de obras de ampliação do TJMG, que priorizou a construção de treze novos fóruns no Estado em 2015. Dado o estrangulamento” já antigo de departamentos no Fórum Valéria Vieira Alves, o PJe, acredita o diretor do foro, deverá reduzir também o espaço físico destinado à acomodação dos processos. E a escassez de mão de obra, agravada pela sobrecarga de trabalho e a consequente morosidade da prestação jurisdicional, também poderá ser impactada de forma positiva. Isso traz uma possibilidade de que esses servidores que hoje estão praticando várias atividades manuais - as atividades-meio -, possam ser direcionados para o auxílio na atividade-fim, no suporte ao juiz para que ele tenha um assessoramento melhor e dê vazão ao número grande de demandas que existe”, pontua.
Jornada
Na última semana, o TJMG aprovou, por unanimidade, a minuta da resolução que passa de 6 para 8 horas a jornada de trabalho dos servidores da Primeira e da Segunda Instâncias no Estado. Os novos funcionários que forem contratados, a partir de agora, trabalhão no novo regime. Aos atuais servidores, será dada a opção em manter a jornada atual ou mudar para a de 40 horas semanais.
O juiz de Direito Otávio Pinheiro da Silva salienta que o assunto ainda não foi discutido no âmbito local, dado sua aprovação recente. A expectativa, contudo, é que a adesão de servidores seja expressiva, uma vez que a maior carga de trabalho será acompanhada de reajuste salarial. Na Comarca, o benefício é evidente, aumentando em 30%, aproximadamente, o tempo de trabalho do servidor. No meu modo de ver, é necessário e ajuda a dar vazão ao número de processos que temos que resolver”, observou.
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