24 de abril, de 2015 | 20:00
Região tem pior mês de demissões em 2015
Criação de empregos opera em baixa no âmbito local, conforme levantamento do Caged
IPATINGA Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que o número de trabalhadores demitidos foi maior que o de contratados em Ipatinga no último mês de março. O banco de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa 4.271 desligamentos no mês citado, ante as 2.945 admissões levantadas. A criação de novos postos de trabalho formal no município ficou, dessa forma, negativa: -1.326 (diferença entre contratações e demissões).
Na comparação com fevereiro, no mês posterior houve registro de aumento no total de demissões 826 a mais que o mês anterior -, e redução nas contratações de empregados 1.164 contratações a menos que as registradas no segundo mês do ano. No mês de fevereiro, contudo, 664 novos postos de trabalho foram criados. Os dados, que revelam descompasso e piora no mercado de trabalho local, foram fechados nesta semana pelo órgão.
Os setores que mais demitiram trabalhadores em Ipatinga durante o mês passado, foram: Construção Civil (1.862); Serviços (990); Comércio (785); e Indústria (628). Já o número maior de admissões ocorreu no setor de Serviços (980), nicho onde praticamente ficou igualado o saldo de desligamentos e admissões.
No âmbito regional, o cenário desenhado pelo Caged acompanha os números de Ipatinga, município mais populoso no território. O MTE informa que ocorreram 6.164 desligamentos em março no Vale do Aço. Já o número de admissões no mês para a região foi de 4.614. Assim, as demissões superaram as contratações também no âmbito regional. Os setores que mais dispensaram empregados nessa foram o de Construção Civil (2.082); Serviços (1.476); Comércio (1.376); e Indústria (1.036).
O cenário de trabalhadores demitidos em março no Vale do Aço é pior que o do mesmo mês no ano de 2014. No mesmo período do ano passado, 4.973 pessoas foram dispensadas do trabalho na região. O número de admissões no território regional, por sua vez, foi melhor no ano passado, registrando-se 5.082 contratações.
Quando observada a variação no número de trabalhadores demitidos e a quantidade de pessoas contratadas no Vale do Aço, o mês de março apresenta o pior resultado do 1º trimestre de 2015. Em janeiro, a geração de novas vagas de trabalho, isto é, a diferença entre as contratações e as demissões, também ficou negativa, mas com um número menos expressivo: 682 postos. Em fevereiro, o cenário regional retomou o fôlego (784), mas teve queda vertiginosa em março, com variação de menos 1.550.
Os dados de Ipatinga e da Região do Vale do Aço como um todo não acompanham a média nacional. A geração de empregos com carteira assinada apresentou uma recuperação em março, interrompendo uma sequência de três meses em queda. Houve um saldo (diferença entre contratações e demissões) de 19.282 novos postos de trabalho no mês passado em todo o Brasil, um resultado superior às 13.117 vagas surgidas em março de 2014.
No acumulado do ano, o resultado ficou negativo (-0,12%) com queda de 50.354. No acumulado dos últimos 12 meses, o Caged registrou redução de 48.678 postos de trabalho formal. O resultado do mês de março de 2015 é melhor nacionalmente do que o obtido no mesmo mês do ano passado (13.117).
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