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19 de maio, de 2015 | 20:00

Violência sexual contra crianças e adolescentes

Em Timóteo, Centro Especializado de Assistência Social acompanha 18 vítimas


DA REDAÇÃO – No primeiro trimestre deste ano, Minas Gerais ficou em terceiro lugar entre os estados com maior número de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes feitas ao Disque Direitos Humanos (Disque 100), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). São Paulo e Rio de Janeiro figuram no primeiro e segundo lugar da lista, respectivamente. Em todo o Brasil, foram denunciados 4.480 casos da violação, a quarta mais frequente no serviço da SDH/PR. Minas registra 8,68% desse total.

No Vale do Aço, a tendência de aumento de denúncias acompanha o cenário nacional e estadual. Em Timóteo, atualmente 18 vítimas de violência sexual são acompanhadas pelo Centro Especializado de Assistência Social (Creas). Do total, cinco casos ocorreram neste ano. A maioria das vítimas são meninas e boa parte dos casos ainda ocorre no ambiente doméstico, conforme explica a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Timóteo, Patrícia Nunes.

A presidente informa que, em geral, o Creas atende neste ano 89 casos de violência contra crianças e adolescentes. O maior número de vítimas é pelo crime de negligência: 42. Na avaliação da dirigente, o número de denúncias cresceu como reflexo da maior divulgação de informações sobre os crimes e do fortalecimento da rede de proteção à criança e ao adolescente. “Na medida em que a rede se fortalece, a tendência é aumentar as denúncias. Isso não significa que a violação cresce. A questão é que são criados mecanismos e estratégias para que haja rompimento da violência a partir da denúncia”, pontuou Patrícia Nunes.

As vítimas de violência e abuso são encaminhadas ao Creas pelo Conselho Tutelar ou pelo Ministério Público. Em 2014, o Conselho Tutelar de Timóteo recebeu 16 denúncias de violência sexual, de um total de 54 registros de ocorrências no ano. Doze vítimas de violência sexual eram garotas e quatro, meninos. “A violência sexual sempre nos chama a atenção indiferente do aumento do número de casos, pela própria complexidade do crime, que normalmente ocorre dentro da família. Quando há relação afetiva próxima entre a vítima e quem abusa, a criança fica confusa dentro dessa relação e tem dificuldade de denunciar”, salientou Patrícia Nunes.

As denúncias feitas por meio do Disque 100 tratam de mais de um tipo de violação. Segundo balanço divulgado SDH/PR, 85% dos casos de violência sexual denunciados até março são referentes a abusos (quando o agressor utiliza força física, ameaça ou seduz a vítima visando à própria satisfação). Outros 23% dizem respeito à exploração sexual.

 


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