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23 de maio, de 2015 | 20:00

Marcha reunirá prefeitos em Brasília

Encontro ocorre de 25 a 28 de maio e contará com a presença de líderes


IPATINGA – Prefeitos de diversas localidades participarão da 18ª Marcha a Brasília em defesa dos municípios. Com pires na mão, governantes municipais querem levar, novamente, à capital federal as dificuldades que enfrentam para manter até serviços essenciais. No encontro, que ocorre de 25 a 28 de maio, uma das principais pautas será a mudança do pacto federativo. Nos últimos tempos, lideranças de cidades mineiras e do país, em especial aquelas de menor porte, sentem o impacto e a necessidade do aumento do valor destinado aos cofres municipais.

O prefeito de Mesquita e presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (Amva), José Fábio Oliveira Gonçalves, o Fabinho (PDT), confirmou presença na marcha. Sobre as pautas, Fabinho espera obter respostas concretas. “A expectativa é grande e esperamos ser bem recebidos. Estamos ansiosos por alguma mudança em nosso Fundo de Participação de Municípios (FPM), que está defasado nos últimos dois anos e, de janeiro pra cá, piorou muito. Sabemos que todo o país está em crise, mas nos municípios as pessoas batem à nossa porta”, frisa. 

Depois da troca de comando no governo de Minas Gerais, o presidente da Amva observa que o discurso de Fernando Pimentel (PT) é bom e vislumbra melhorias. “Tenho convênios parados em Mesquita, mesmo licitados, o que dificulta um pouco o andamento das atividades. A partir do segundo semestre, esperamos que tudo se resolva”, disse.

O prefeito de Pingo D’Água, Anselmo Pires de Carvalho (PV), aponta o FPM como a principal demanda do município. “Nosso problema é que o repasse do Fundo de Participação caiu muito. A discussão sobre a distribuição de renda é interessante, mas se o FPM cair mais, como já caiu uns 20% nos últimos tempos, não tem como sustentar as despesas. A situação tem sido difícil para todos os prefeitos, não só pra nós”, aponta, referindo-se aos cofres municipais.

O prefeito de Joanésia, Antônio Carlos de Alvarenga (PSDB), avalia que o pacto federativo já deveria ter sido rediscutido há muito tempo, e que toda a retenção de recursos que o governo federal faz, tem deixado os municípios em situação difícil. “Vou fazer de tudo para ir ao encontro, precisamos reunir a maior quantidade de prefeitos possível, porque precisamos ter as forças unidas. A situação dos municípios está difícil e não teremos condições de trabalhar desse jeito. O governo deveria aprovar para que tenhamos melhor distribuição de renda, para fazermos um trabalho melhor junto à população”, destaca. 

Com a entrada de Pimentel no governo estadual, Antônio Carlos de Alvarenga avalia que os prefeitos deveriam ser mais ouvidos sobre o que ocorre nos municípios. “Essa parceria, esse ouvir e analisar, ver como está a situação e o caos que está, é fundamental (para tentar resolver os problemas). Não podemos abandonar a parceria com o estado, município e governo federal. Precisamos ter conversas voltadas pra as necessidades e aplicar as receitas no que é necessário. Além do pacto federativo, saúde e segurança pública precisam de atenção”, exemplifica.

Marcha
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, convocou prefeitas e prefeitos mineiros a participarem da Marcha a Brasília. Como nos anos anteriores, a AMM estará presente para dar suporte aos prefeitos mineiros. “Haverá reuniões paralelas, tanto no Congresso Nacional quanto no evento, onde teremos nosso espaço. Espero todos lá”. Além do pacto federativo, algumas das reivindicações da Proposta do Movimento Municipalista são: piso do magistério, transporte escolar, judicialização da Saúde, entre outros.
 

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