23 de maio, de 2015 | 18:00
Desativação da Escola do Game gera transtornos
Famílias relatam problemas com transferência e pedem urgência nas obras de reconstrução
IPATINGA Desde o início do ano a Escola Municipal do Game está desativada para os alunos do 1º ao 5º do ano ensino fundamental para obras de reconstrução. Como consequência, cerca de 300 estudantes foram remanejados para outras três escolas do bairro Iguaçu: Reino Encantando, Altina Gonçalves e Maria Rodrigues Barnabé.
A mudança trouxe transtornos para pais e estudantes. Um grupo de mães procurou a reportagem do DIÁRIO DO AÇO para reclamar das dificuldades que o fechamento da escola trouxe e da obra que ainda não começou.
Cerca de dez mães se reuniram na porta da escola e mostraram indignação com o fechamento. Sem dinheiro para pagar transporte, elas reclamam das dificuldades para levar as crianças às escolas que estão mais longe e do peso que os estudantes carregam no trajeto a pé. A auxiliar de serviços, Edinalva Maria Gonzaga, tem dois filhos que foram remanejados para a Escola Municipal Altina Gonçalves.
Ela conta que se desdobra para levar e buscar as crianças e conciliar com o trabalho. Meus dois filhos vão a pé e além do perigo do trânsito eles carregam muito peso dos materiais na mochila. A maioria dos meninos leva uns 15 quilos. Eles prometeram começar a obra no início do ano e até agora nada. Prometeram ônibus para levar, mas depois voltaram atrás alegando que era perto”, disse a moradora.
No prédio, além do ensino fundamental é oferecida a creche para crianças com idade até três anos, que ainda está em funcionamento. No segundo semestre ela será desativada para reformar e passará a funcionar em um local alugado nas proximidades, conforme informou a secretária de Educação, Leida Tavares.
Grávida, a dona de casa, Luana Deodato Bezerra, tem uma filha na creche e outro que foi remanejado. Minha filha de 4 anos ficou prejudicada com a mudança, porque não teve vaga para ela no Reino Encantado e ela está repetindo o Maternal III. A aula na creche termina às 16h30 e depois tenho que correr para pegar meu filho às 17h. Pagar transporte fica muito caro”, reclamou.
Desempregada e mãe de gêmeos que frequentam a creche, Lucélia Alves Pinto, está preocupada. A comunidade precisa muito da escola e da creche. Espero que meus filhos, pelo mesmo, não passem transtorno daqui a dois anos”, comentou.
A autônoma, Andréa Pires, teve dois filhos remanejados. As crianças reclamam do peso da mochila e da distância percorrida diariamente. Muitas crianças descem sozinhas para a escola porque nem todos os pais podem levá-las”, explicou a mãe.
O presidente da Associação de Moradores do Alto Game, Manoel Moreira, pontua que a comunidade pediu apenas reformas na escola. Não queremos que ela seja derrubada. É preciso reforma nas partes elétrica, hidráulica e na quadra, pintura nova e estacionamento. Também precisamos de vigilante. Enquanto nada é feito a escola vira depósito de lixo”, afirmou.
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Obras foram indicadas no OP Educa
A secretária de Educação de Ipatinga, Leida Tavares, lembra que a reconstrução da escola foi definida no OP Educa, que são obras em escolas definidas pela própria comunidade. A reconstrução da escola é orçada em R$ 3,5 milhões. Ela diz que a reforma não é viável. As intervenções definidas pela comunidade escolar não poderiam ser feitas no esquema de reforma e sim de reconstrução. Todos os alunos foram distribuídos nas escolas do próprio bairro no início do ano para não perderem o ano letivo”, frisou.
Neste primeiro semestre o projeto passou por adequações e agora a obra entrará na fase de licitação. A obra vai começar até agosto e seu tempo de execução é de oito a doze meses. Então os alunos devem permanecer na outra escola por mais um ano. Vamos construir a escola para atender em tempo integral. A comunidade terá muito a ganhar”, justificou a secretária.
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