26 de maio, de 2015 | 20:00
Ação alerta sobre os riscos da automedicação
Conselho Regional de Farmácia promove campanha em Ipatinga, nesta quarta
DA REDAÇÃO - Tomar medicamentos por conta própria ou sem orientação é uma prática comum, principalmente quando se trata de desconfortos cotidianos, como dores de cabeça, azia ou má digestão. O problema é que a automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, esconde perigos que podem provocar graves consequências à saúde. Para alertar a população sobre esses riscos, o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais realiza, pela terceira vez, a Campanha pelo Uso Racional de Medicamentos.
Com apoio das Vigilâncias Sanitárias de Ipatinga e Coronel Fabriciano, a ação chega a Ipatinga nesta quarta-feira, na praça 1º de Maio, no Centro. Das 12h às 16h, farmacêuticos vão distribuir material informativo e as pessoas vão poder medir a pressão arterial e tirar dúvidas com os profissionais. O evento teve início no dia 4 de maio, na rodoviária de Belo Horizonte, e será repetido em dez municípios mineiros.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) apontam os medicamentos como os maiores agentes causadores de intoxicação no país, tendo sido registrados 27.008 casos de intoxicação medicamentosa em 2012, o que corresponde a 27,27% do total de ocorrências no ano.
Farmacêutica e assessora técnica do CRF/MG, Danyella Domingues afirma que a ação do conselho visa promover a conscientização da população em relação ao uso correto do medicamento de forma segura, para obter resposta terapêutica. Uma das causas da automedicação é a sensação das pessoas de que possuem a possibilidade de se autodiagnosticar, além do hábito do brasileiro de ouvir recomendação de vizinhos e amigos, por exemplo. Mas alertamos que adquirir medicamentos sem avaliação médica e orientação do farmacêutico pode colocar a saúde em risco”, pontuou.
Conforme a Organização Mundial da Saúde, o uso racional de medicamentos é quando o paciente recebe os medicamentos apropriados para as suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. Temos perspectivas de melhora no cenário, pois as políticas sanitárias estão cada vez mais restritas em relação ao acesso ao medicamento e exige a presença do farmacêutico nas instituições de saúde”, enfatizou.
Minas Gerais possui cerca de 15 mil farmácias. A atual legislação exige a presença do farmacêutico nos estabelecimentos durante todo o horário de funcionamento. Na avaliação de Danyella Domingues, o público está mais informado. A sociedade está mais consciente. É preciso que esse profissional seja cada vez mais visto como necessário. Pacientes com doenças crônicas, por exemplo, têm menos chance de complicações quando contam com acompanhamento farmacêutico”, concluiu Danyella Domingues.
CURTA: DA no Facebook
SIGA: Twitter: @diarioaco
ADICIONE: G+
WhatsApp Diário do Aço 31-8591 5916 (Envie fotos, vídeos, informe o que ocorre em sua comunidade)
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















