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01 de junho, de 2015 | 20:00

Ambulantes e disputa de som geram transtornos no Centro

Comerciantes alegam que pretendem levar o impasse ao Judiciário se ele não for solucionado pelo município


IPATINGA – Comerciantes pleiteavam até o fim da tarde dessa segunda-feira, 1º, uma reunião com a prefeita de Ipatinga, Maria Cecília Ferreira Delfino (PT), para relatar os transtornos provocados pelo aumento dos vendedores ambulantes na área central do município, além de cobrar uma postura mais enérgica do governo municipal em relação ao problema. A aproximação do Dia dos Namorados estimulou o crescimento do comércio informal no Centro. Disputas de som, ocupação das calçadas com mercadorias e redução nas vagas para estacionar estão entre os aborrecimentos apontados.

O comerciante Gláucio Sathler Júnior destacou que a prefeitura já foi procurada pela categoria anteriormente devido ao imbróglio, que é antigo e vem se agravando. Ele conta que vez ou outra, fiscais da administração municipal realizam “batidas” na avenida 28 de Abril para checar se os que vendem na via possuem autorização. Mas as ações são ocasionais e precisam ser mais rotineiras, cobra o comerciante. “A situação econômica do país não é favorável e não queremos tirar o ganha-pão de ninguém, mas é necessário organização”, reivindica.

Gláucio citou que além da ocupação desordenada de ambulantes na avenida 28 de abril e na Praça 1º de Maio, para comercializarem toda sorte de produtos, há outro entrave: a disputa de som. Principalmente na praça, há o anúncio de ofertas e cultos religiosos, e atropelos pelo volume mais elevado. Nas manhãs de sábado, a ocupação da praça pelos produtores de ruídos é comum, afirma o comerciante, em função da falta de fiscalização nos fins de semana. “A Praça 1º maio é tradicionalmente um local de manifestações e eventos. Mas percebemos que não há uma organização. A prefeitura deve mediar a autorização para que eles utilizem o espaço e os limites do som”, pontua.

Divulgação


Ambulantes avenida 28 de abril
O comerciante Cláudio Pereira Machado, por sua vez, diz que o Centro deixa de ser atrativo ao consumidor que busca maior tranquilidade nas compras. Ele lamenta que a receita do comércio formal venha sendo impactada significativamente pelo que chama de “carros-loja” - os veículos com mercadorias desautorizados que estacionam e vendem os produtos a quem passa. “Próximo das datas comemorativas mais importantes ao comércio, isso sempre ocorre”, resume.

Outro comerciante que não quis se identificar temendo represálias se queixou da dificuldade ainda maior para encontrar vagas de estacionamento no Centro. Ele apontou os veículos comerciais estacionados e as tendas transversais nas esquinas que entre outros transtornos, dificultam a visibilidade de motoristas. O vendedor destacou que caso o problema não alcance uma solução, os comerciantes da avenida pretendem acionar o Ministério Público. “O Centro está perdendo espaço para os comércios de bairro a cada dia que passa. Estamos muito prejudicados com tudo isso”, encerrou.

O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), Luís Henrique Alves endossou a questão da poluição sonora e disse que é preciso “bom senso” por parte dos comerciantes. “Não quer dizer que tenham de deixar de fazer suas promoções, mas sim colocar o volume em uma altura que não atrapalhe os outros. Não somos a favor de carros de som e temos uma reunião na PMI para tratar do assunto da poluição sonora”, informou.

Wesley Rodrigues


Ambulantes avenida 28 de abril
Em nota, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) alegou que “elabora plano de ação de fiscalização e controle da atividade comercial na área central de Ipatinga, a ser implementado neste mês”.
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