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02 de junho, de 2015 | 20:00

"A intenção é manter ao máximo a nossa equipe"

Presidente da Usiminas falou sobre o momento vivido pelo país e do reflexo na indústria


IPATINGA – O presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, falou sobre a situação vivida pela empresa, que tem promovido ajustes em sua produção. Presente à abertura do Projeto Xerimbabo, na manhã dessa terça-feira (2), o executivo destacou a redução de consumo no setor industrial e, consequentemente, na demanda por aço. O evento ocorreu na Usipa, no bairro Horto.

Rômel Erwin destacou que a crise econômica tem sido sentida de forma clara no setor produtivo e indústria da transformação. Ele cita exemplos como os anúncios que as montadoras têm feito, sobre a parada na produção, em férias coletivas, refletindo uma queda do setor industrial brasileiro. O presidente aponta que, se comparado o Produto Interno Bruto (PIB) do país desses primeiros meses em relação ao mesmo período do ano anterior, o saldo já é negativo. “Se olharmos esses boletins que fazem previsões para o futuro, a previsão que temos hoje é que o produto industrial brasileiro em 2015 reduza em relação ao ano anterior, em 1,5%. Isso reflete no consumo de aço, porque somos fornecedores de indústrias”, pondera.

O presidente da Usiminas acrescenta que o segmento produtivo tem sofrido com a redução de consumo, e a Usiminas é atingida por isso. Ele relata que houve redução significativa nas encomendas de produtos da siderúrgica, pois, o mercado brasileiro não consume aço nos mesmos patamares dos anos anteriores. “Sofremos as consequências de um baixo volume. O que temos a fazer nessa hora é adotar ações de modo a preservar a empresa. Reduzimos a produção e já fizemos uma série de outras medidas visando essa preservação”, destaca.

Em meio às mudanças, Rômel enfatizou a preocupação em preservar a equipe. “O que sempre queremos e lutamos, é para que consigamos manter nossa equipe e, nessa hora, precisamos ter criatividade para isso. Mas, infelizmente, isso não depende única e exclusivamente só da empresa, não é da vontade da empresa, mas passa por uma negociação com o sindicato e pela aprovação dos trabalhadores. Mas a nossa intenção é manter ao máximo a nossa equipe”, reiterou.   

Conforme o Diário do Aço já divulgou, a Usiminas propôs, na última semana de maio, a redução da jornada de trabalho, em um dia, útil por semana, com redução de salário proporcional para os empregados administrativos. A medida, a ser adotada inicialmente por seis meses, atingem 3 mil trabalhadores em todas as unidades do grupo. Atualmente a proposta está em discussão com os sindicatos, para ser levada a votação pela categoria. 

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