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02 de junho, de 2015 | 22:00

Representantes de igreja e moradores em audiência

Propriedade de lote no Veneza foi debatida na Vara Cível do Fórum de Ipatinga


IPATINGA – A polêmica que envolve a propriedade de um lote na rua Belém, no bairro Veneza, foi tema de uma audiência de justificação, realizada no Fórum Valéria Vieira Alves, nessa terça-feira(2). Recentemente, moradores do lugar e membros da Igreja do Evangelho Quadrangular, foram protagonistas de uma discussão que rodou as mídias sociais, com uma troca de acusações sem fim. A razão da disputa é um imóvel ao lado da igreja. As duas partes afirmam serem proprietárias do terreno.

A audiência presidida pelo juiz da Vara Cível da Comarca de Ipatinga, José Carlos de Matos, reuniu representantes dos moradores e da igreja. O soldador Cláudio Fernandes de Freitas, morador de uma casa vizinha, explicou que, na audiência foram ouvidas testemunhas da igreja, o que, para ele, não prova a posse. “Se tivessem documentação, não seria necessário isso. Mas a testemunha afirmou que o lote estava vago e alegaram que construímos a casa há três, quatro meses. O que não seria possível pela nossa condição financeira”, disse.

Representante da igreja, o advogado Jésus Nascimento relatou que foi feita a prova de que “o lote pertence à congregação há mais de 14 anos”. “Esperamos que haja paz entre as partes e que o desenrolar seja positivo em favor da igreja, que comprou o lote. Houve uma invasão dos lote 8, 9 e 10 e querem o lote 7. Mas não podemos admitir. A igreja tem projetos para aquela área. Há provas da invasão e, no lote 7, isso ocorreu recentemente. Haverá uma sentença nos próximos dias e esperamos que seja favorável”, destacou.

Entenda

No dia 6 de maio, o DIÁRIO DO AÇO publicou a polêmica envolvendo o lote da rua Belém, depois de ter sido acionado pelos moradores da rua Belém. Maior interessado na questão, o soldador Cláudio Fernandes explica que sua família reside no local desde 1964, quando a rua se chamava Cândido Rondon. Por sua vez, a coordenadora metropolitana da Igreja do Evangelho Quadrangular, Márcia Perozini, munida de documentos e boletins de ocorrência policial, afirma que o terreno foi adquirido no ano de 2001 e, portanto, pertence à congregação.

No dia 14 de maio, a pastora explicou à reportagem que a igreja convive há algum tempo de forma pacífica com a família que é vizinha ao templo, mas nos últimos meses, a situação se transformou em “um fato lamentável”, tendo em vista que mesmo com os embargos de obras, visita de fiscais de postura e polícia para que não continuassem com a invasão, o transtorno continuou.

Conforme explicou a pastora, a igreja tem projetos para a área, onde será construído um espaço para crianças, e para ensino, e que não é possível esperar 10 anos ou 15 anos para que as pessoas saiam de um terreno da igreja. “Esse terreno foi adquirido em 2001 com a ajuda dos irmãos, por meio de gincana, ação entre amigos, feijoadas e eventos que foram feitos para ajudar a pagar o lote. E só quem sabe o esforço de comprar um imóvel, sabe o que estou passando. Quem invade não faz ideia. A igreja é dos irmãos e eles estão comigo”, afirmou à época.


Mais:

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