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04 de junho, de 2015 | 09:59

Transcontinental deve contemplar a região

Comitiva reivindica que Vale do Aço seja beneficiado por ferrovia integrado aos trilhos da Norte-Sul


DA REDAÇÃO – Representantes do setor industrial e político do Vale do Aço se reuniram nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, com o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares para discutir o apoio do governo mineiro à manutenção do traçado original da ferrovia Transcontinental EF 354, que ligará as cidades de Uruaçu (GO) a Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

O documento com a solicitação, entregue ao secretário pela prefeita de Ipatinga, Cecília Ferramenta (PT), é assinado também pelo vice-presidente da Fiemg Vale do Aço, Flaviano Gaggiato, e pelos representantes do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva), Carlos Afonso de Carvalho e Esio Everson Pimentel.

“Queremos somar esforços para que o traçado da ferrovia contemple o Vale do Aço, por ser logística e economicamente mais favorável. Seria uma grande conquista para nossa região, pois ajudaria a diversificar a economia, garantindo a atração de novos negócios, significaria novos mercados para as empresas que aqui já se encontram e, consequentemente, geraria mais emprego e renda. Juntamente com a duplicação da BR-381, a estrada de ferro vai solucionar o gargalo do escoamento da nossa produção”, disse a prefeita, agradecendo o apoio do deputado estadual Durval Ângelo (PT), que viabilizou a reunião na capital mineira e foi representado pela assessora Andreza Costa.

De acordo com projeto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a ferrovia nasce no entroncamento com os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, em Uruaçu, corta o Distrito Federal e Minas Gerais, até chegar a Campos, no Rio de Janeiro.

O trecho ferroviário integra o Programa de Investimentos em Logística e seu custo de implantação pode chegar a R$ 28 bilhões. A malha terá 1.706 quilômetros, cortando 55 municípios, dos quais 41 estão em Minas, oito em Goiás, cinco no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. No entanto, há estudos que alteram o percurso do ramal e excluem a região do Vale do Aço.
Em 2013, a prefeita de Ipatinga e o deputado federal Gabriel Guimarães (PT) se reuniram em Brasília, com o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, e pediram para que o município fosse mantido no projeto da implantação da ferrovia ligando Uruaçu a Campos de Goytacazes. A chefe do Executivo também esteve na sede da ANTT, com o objetivo de reivindicar a manutenção do traçado original.

“A Lei Federal 11.772/2008, que aprovou o Plano Nacional de Viação, traz a descrição da estrada de ferro 354 com o trajeto que contempla Ipatinga e o Vale do Aço. Vamos lutar para que isso seja mantido. A ferrovia seria um incentivo a mais para a expansão industrial e crescimento de nossas cidades”, ponderou a prefeita. O empresário João Francisco Souza Neto, presidente da Rede de Negócios do Vale do Aço, e o consultor do Sindimiva, Roberto Silveira, também acompanharam a comitiva na Cidade Administrativa.

Apoio
Segundo o secretário Murilo Valadares, o governador Fernando Pimentel (PT) tem acompanhado as discussões sobre a ampliação da malha ferroviária brasileira, que contaria com a participação de capital chinês. Ele adiantou que o estado deve assinar nos próximos dias um convênio com os governos de Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Espírito Santo para a realização de um estudo para comprovar a viabilidade da ferrovia que cortaria estes estados.

Conforme o secretário, as negociações em andamento contemplariam apenas o eixo norte na ferrovia, ligando Goiás ao Oceano Pacífico. A intenção agora é convencer o governo federal e os investidores a contemplarem também o eixo sul, que incluiria Minas Gerais, garantindo ainda a manutenção do traçado original, passando pelo Vale do Aço.


 
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